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Banzo
Raimundo Correia
Visões que n’alma o céu do exílio incuba,
Mortais visões! Fuzila o azul infando...
Coleia, basilisco de ouro, ondeando
O Níger... Bramem leões de fulva juba...
Uivam chacais... Ressoa a fera tuba
Dos cafres, pelas grotas retumbando,
E a estralada das árvores, que um bando
De paquidermes colossais derruba...
Como o guaraz nas rubras penas dorme,
Dorme em ninhos de sangue o sol oculto...
Fuma o saibro africano incandescente...
Vai co’a sombra crescendo o vulto enorme
Do baobá... E cresce n’alma o vulto
De uma tristeza, imensa, imensamente...
O verso que apresenta a mesma distribuição de ictos ou acentos tônicos de: “essa total explicação da vida”, do poema “A máquina do mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, é: