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ATAQUE E DEFESA
Vírus espalhado por hackers contamina computadores em mais de 150 países; veja como ocorreu e saiba como se proteger
Você chega ao trabalho, liga o computador, e a primeira mensagem é um alerta dizendo que todos os seus arquivos importantes não podem mais ser acessados - a menos que você pague um resgate. Pouco depois, não só a sua máquina foi infectada com o vírus, do tipo "ransomware" ("software de resgate"), mas as de todos os colegas de trabalho. Ao abrir qualquer documento, é possível ver somente informação ilegível, codificada.
Os "cibersequestradores" dão prazo de três dias para o pagamento, a ser realizado na moeda digital bitcoin e equivalente a R$ 1.000. Passado o prazo, os arquivos serão apagados, diz a janela do vírus (traduzida para o português e para outros 26 idiomas).
Esse foi o cenário vivido por milhares de pessoas no Brasil e no mundo desde o dia 12 de maio, quando se deu o primeiro registro do chamado WannaCryptor (WCRY ou outros apelidos), que explora uma falha em computadores com Windows.
Mais de 300 mil computadores foram contaminados, de pelo menos 150 países. Naquela sexta, empresas privadas e públicas anunciaram que suas redes estavam comprometidas. No Brasil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça, em São Paulo, sofreram com o WannaCryptor.
Não fosse pela curiosidade e por uma sacada de um especialista em cibersegurança britânico, o estrago teria sido maior. Marcus Hutchins, 22, que usa o pseudônimo "MalwareTech" online, analisou as minúcias do vírus e encontrou um estranho comportamento: o programa buscava um endereço da web no começo da sua execução.
Ao tentar acessar tal site, ele percebeu que não levava a lugar algum. Então, registrou seu domínio, pagando o equivalente a R$ 35 por ele. "A ideia era só monitorar sua proliferação e checar se poderíamos fazer qualquer coisa mais tarde", disse o pesquisador ao jornal britânico "The Guardian". "Mas, na verdade, nós a interrompemos só fazendo o registro do domínio."
Mesmo com o freamento do contágio, quem foi contaminado não tinha o que fazer. Os criminosos abocanharam ao menos R$ 357 mil, segundo uma ferramenta de monitoração (o bitcoin mantém remetente e destinatário de transferências em anonimato, mas são sua data e seu valor públicos). O uso da moeda e os cuidados tomados pelos autores dificultam o rastreamento. Ninguém foi preso até agora.
Quanto às variedades linguísticas, é correto afirmar que o texto foi construído com base na variedade: