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Se eu conversasse com Deus, Iria lhe perguntar: Por que é que sofremos tanto Quando viemos pra cá? Que dívida é essa que o homem Tem que morrer pra pagar? Perguntaria também Como é que ele é feito Que não dorme, que não come E assim vive satisfeito. Por que foi que ele não fez A gente do mesmo jeito? Por que existem uns felizes E outros que sofrem tanto? Nascidos do mesmo jeito, Criados no mesmo canto. Quem foi temperar o choro E acabou salgando o pranto?
O poema – na versão aqui transcrita – em seus aspectos linguísticos é predominantemente construído em linguagem formal. Ou seja, na variedade padrão da língua. Pode-se comprovar essa afirmação pelo emprego do(s) termo(s):