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O processo de carcinogênse mamária é resultado de um mecanismo sequencial de várias fases sucessivas. Estas fases apresentam evolução lenta e se admite que só após algumas décadas de ativação do processo é que o tumor venha a se expressar clinicamente.
Sobre o processo carcinogênse é CORRETO afirmar que:
I. A fase de iniciação depende da atuação de fatores carcinogenéticos ou indutores, sobre uma única célula, lesando seu conteúdo de DNA nuclear, promovendo uma alteração na regulação de seu ciclo celular e gerando um clone celular modificado. A célula, assim iniciada, sofre modificação na sua carga genética decorrente de fenômenos de mutação e a transmite às suas células-filhas.
II. São reconhecidos como agentes carcinogenéticos: erros de duplicação gênica, agentes químicos, vírus e radiações. Na carcinogênese mamária papel fundamental é desempenhado pelas alterações genéticas, a tal ponto que se pode dizer que todo o câncer de mama tem origem genética, à medida em que decorre basicamente de uma alteração na síntese do DNA induzida pelos genes cromossômicos.
III. Os proto-oncogenes são considerados genes normais que codificam a síntese de proteínas envolvidas com a regulação da multiplicação celular normal. Os proto-oncogenes podem se transformar em oncogenes ativos por meio de vários processos genéticos, como amplificação, mutação e outros.
IV. Uma vez submetidas às alterações genéticas iniciadoras, as células modificadas passam a se reproduzir, podendo ser influenciadas por fatores estimulantes (promotores) ou inibidores. As alterações genéticas dependem dos estímulos promotores para efetivamente causar um tumor, sendo que este processo é lento, podendo estender-se até por décadas. Acredita-se que, por ocasião do diagnóstico clínico de um tumor com a dimensão de 1 cm, existem 10⁹ células, tenha havido pelo menos 30 divisões celulares e tenha decorrido pelo menos 10 anos.
V. A fase de progressão inicia-se quando as células já se desenvolveram a ponto de formar o tumor inicial. Neste ponto, manifestam-se duas particularidades das células malignas: a capacidade de invasão e de metastatização.
VI. A invasão é a propriedade de um carcinoma in situ se transformar em invasor. Isto depende da interação entre as células malignas e a matriz extracelular, sendo que as células têm de atravessar a membrana basal e o estroma intersticial para atingir os vasos linfáticos e/ou sanguíneos.
Estão CORRETAS: