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Escrever um bom texto é desnudar a alma, mostrar quem somos e o que pensamos. Isso é tarefa árdua, porém a solução é bastante simples: treino.
No vestibular, a percepção do candidato, suas experiências de vida e sua maturidade são elementos que influenciam diretamente a capacidade de escrita.
Aprender a fazer um bom texto envolve desenvolver a habilidade de entender, com clareza, as ideias do tema a ser abordado. Envolve, também, passar a avaliar e questionar seus argumentos, suas verdades, bem como as evidências utilizadas para fundamentá-los - evidências essas gramaticais ou contextuais.
Envolve ainda formar e justificar as próprias opiniões como leitor. Para escrever com qualidade, é preciso ser um leitor ativo. É preciso interagir com o texto, perceber o valor de cada vocábulo selecionado e o poder sugestivo que ele adquire no contexto em que foi usado.
Nos vestibulares, cobram-se dos candidatos habilidades para as quais eles normalmente não são (tampouco estão) preparados. Aprende-se, na escola, o posicionamento crítico sobre os mais variados assuntos e temas. Não se ensina, no entanto, de que maneira esses posicionamentos podem, no dia a dia, ser transportados da teoria para a prática.
Nossa relação com as palavras vai do amor ao ódio. Com elas, afagamos e somos afagados. Injuriamos, defendemos, perdoamos (cuidado com a regência deste verbo!) e não há quem não seja por elas afetado.
É importante, por isso, desenvolvermos pensamento e leitura críticos. Um cuidado muito importante é não deixar que nossas emoções e experiências forcem significações absurdas no texto.
Pensar criticamente e escrever dessa maneira envolve todas as formas de comunicação: falar, ouvir, ler e escrever.
A postura crítica requer, assim, pesar motivos, analisar tendências, perceber as possíveis leituras implícitas, deliberar em impasses, rejeitar o óbvio, explicar o que parece inexplicável, acreditar mesmo quando não se vê, desenvolver raciocínios além do lugar comum, descobrir o todo das meias-verdades, meias-palavras, outras verdades.
Escrever de forma crítica, portanto, significa ser inquisitivo, estar bem informado, aberto a opiniões diversas, ser flexível, prudente ao fazer julgamentos, honesto ao enfrentar parcialidades, seletivo quanto a critérios.
Significa, ainda, saber perceber tendenciosidades e preconceitos, integrar informações, gerar perguntas e alcançar conclusões sensatas. Repito: sensatas, isto é, exercitar parâmetros que conduzam a posturas democráticas e, tanto quanto possíveis, justas, em nossa vida diária e em nossos meios político e social.
Em relação ao texto, analise as afirmativas a seguir.
I. O texto apresenta características específicas de um gênero veiculado em jornais, com o propósito de informar as pessoas, pauta-se por relatar fatos condicionados ao interesse do público em geral, a linguagem é objetiva e precisa.
II. Os fatos da realidade apresentados se estruturam em torno de um ponto de vista e da argumentação em sua defesa.
III. Veiculado em revistas ou jornais, o conteúdo consta de elementos sobre a escrita de redação que servem de base para a construção da argumentação apresentada.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)