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Peixes de corais sofrem de “ síndrome de Dory ” por causa da poluição
Peixes de corais sofrem de “ síndrome de Dory ”, segundo revela o Observatório do Clima em Brasil, que cita um estudo da revista científica Nature Ecology & Evolution, publicado na edição do site “O Eco” de 17 de julho de 2017. Alerta que, nos últimos 35 anos, o planeta perdeu cerca de 19% dos recifes de coral do mundo e mais 15% devem sumir nas próximas duas décadas.
A pesquisa começa por esclarecer que Dory é aquela peixinha de “Procurando Nemo” que perde a memória a todo momento. Segundo a mesma fonte, algo parecido está acontecendo com seis espécies de peixes que vivem na Grande Barreira de Corais, no Mar Vermelho, na Ásia e no Caribe. Revela que uma pequena concentração de derivados de hidrocarbonetos – algo como um par de gotas em uma piscina – foi o bastante para que algumas espécies de peixes típicas de corais marinhos tivessem o desenvolvimento do sistema nervoso comprometido, passando a apresentar comportamento que contrariam o instinto de sobrevivência, como a dispersão dos cardumes, o deslocamento para mares abertos e a perda da capacidade de reconhecer predadores, como revela uma pesquisa divulgada pela revista científica Nature Ecology & Evolution.
De acordo com o pesquisador australiano Jodie Rummer, da James Cook University, co-autor do estudo, a poluição nos arredores dos corais, especialmente por petróleo, tem de ser rapidamente interrompida, sob o risco de colocar os peixes sob forte ameaça e, consequentemente, todo o ecossistema de corais. “Os peixes de corais formam a base da cadeia alimentar de predadores maiores. Em menor quantidade, reduzem a capacidade de o ecossistema resistir e se recuperar a perturbações ambientais cada vez mais comuns, como a pesca predatória e o aquecimento dos oceanos”.
Sobre os impactos ambientais aquáticos e suas consequências, está correto afirmar que: