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O sempre surpreendente
Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa
aparente obviedade está um dos
mais fundos alertas contra o risco
de cairmos na monotonia
existencial, na redundância
afetiva e na indigência intelectual.
O que o escritor tão bem
percebeu é que a condição
humana perde substância e
energia vital toda vez que se
sente plenamente confortável
com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do
repouso e imobilizando-se na
acomodação.
(CORTELLA, Mário Sérgio)
O uso dos dois pontos, no trecho Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”, serve para: