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Por que é que algumas músicas simplesmente 'grudam' em nossas cabeças?
Já aconteceu com você de ouvir uma música qualquer e, depois de algum tempo, perceber que você não consegue mais tirá-la da cabeça? Você até tenta pensar em outras coisas, mas a tal canção acaba voltando e, muitas vezes, ela chega a assombrar você durante vários dias. Essas músicas são conhecidas como “earworms” — ou “vermes de ouvido” em tradução livre — e o pessoal da BBC publicou um artigo explicando como é que elas atuam.
Segundo a BBC, as músicas que costumam se instalar em nossos cérebros como verdadeiros parasitas — ainda que sejam péssimas e nos irritem profundamente — normalmente são composições simples e com ritmo repetitivo, capazes de fisgar a nossa atenção por conterem algo peculiar ou fora do comum. Essas características as tornam fáceis de serem memorizadas e, consequentemente, lembradas mais tarde.
Outro aspecto interessante sobre as músicas parasitas é que, mesmo depois que conseguimos nos esquecer delas, basta que alguma pessoa mencione a canção ou que escutemos apenas um trechinho dela para que ela volte a ressoar em nossas mentes. O que acontece é que, cada vez que ouvimos uma música, o nosso córtex auditivo é ativado e, se a canção nos é familiar, basta escutar uma breve referência a ela para despertar nossa memória musical.
Os especialistas garantem que não existe motivo para pânico, pois todo mundo — mais cedo ou mais tarde — acaba sofrendo com essas canções malditas. Aliás, eles também garantem que existem algumas técnicas que podem nos ajudar a exorcizar as músicas parasitas, mesmo que seja apenas temporariamente.
Uma dica é tentar distrair o seu córtex auditivo com alguma outra coisa, ou seja, experimente ouvir uma música diferente para tentar esquecer a que grudou na sua cabeça. Outro conselho é escutar a canção inteira diversas vezes, já que normalmente o que nos atormenta são apenas alguns trechos específicos. Além disso, você também pode ouvir uma música com um ritmo parecido com o daquela que você quer esquecer, no intuito de alterar a memória musical original.
Quanto aos aspectos linguísticos, é verdadeiro afirmar que