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Aposto que você não imaginava, mas uma das atividades ilegais que mais movimenta dinheiro no mundo é o comércio de animais selvagens – eles são retirados covardemente do ambiente natural e vendidos. Esse crime é praticado por uma das maiores redes existentes do crime organizado internacional, junto com o tráfico de drogas, de pessoas e armas. [...]
No Brasil, são milhões de animais retirados da natureza e vendidos ilegalmente e o pior é que, entre o processo de captura e venda, além de todos os bichos sofrerem maus-tratos, a maioria deles morre antes mesmo de chegar a um comprador. Mesmo assim, o tráfico de animais é uma atividade que traz muito lucro e envolve muita gente no mundo inteiro.
Os números são impressionantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), entre 20 e 25 mil elefantes são mortos na África todo ano. Entre 2010 e 2012, foram 100 mil mortos!
A população do elefanteda-floresta, por exemplo, já diminuiu em 62% porque os bandidos estão interessados no marfim do elefante, que é muito valioso. Para citar um exemplo mais próximo: você se lembra do Blue, do filme “Rio” (que, aliás, tinha como tema o tráfico de animais)? Na vida real, ele é uma ararinha-azul, nativa do Brasil e um dos animais mais ameaçados de extinção. Há apenas 80 exemplares espalhados pelo mundo e acredita-se que na próxima década a espécie será extinta.
O QUE PODE SER FEITO?
Existe fiscalização para tentar conter essas atividades, inclusive no Brasil. Esse é um dos papéis do IBAMA, mas nosso país é muito grande e nem sempre é possível chegar a todos os criminosos. Mas o ponto central é que só existe venda quando existem compradores. Por isso, conscientizar as pessoas de que ao comprar animais silvestres elas estão dando dinheiro e poder a uma atividade cruel e ilegal é um bom começo. Muitas pessoas já se mobilizam pelos animais domésticos, inclusive nas redes sociais, não será hora de ampliar essa consciência para os animais silvestres? [...]
Em “Existe fiscalização para tentar conter essas atividades” (l. 22), a locução sublinhada refere-se ao (à)