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História de Maringá
O início da colonização do norte do Paraná
A história de Maringá começa com a colonização do norte do Paraná, que teve início no fim do século XIX. A região era predominantemente ocupada por florestas de mata atlântica, atraindo a atenção de produtores rurais paulistas e mineiros devido à presença da terra roxa – do italiano, terra rossa (vermelha) -, originada da decomposição do basalto e extremamente fértil.
O principal interesse dos fazendeiros que se aventuraram a desbravar a região era a aumentar a área de produção de café, que por um longo período foi o principal produto de exportação da economia brasileira e ganhou, inclusive, o apelido de “ouro verde”, tamanha era sua rentabilidade.
Para solucionar os problemas de logística da região – principalmente na questão do escoamento da produção – um grupo de fazendeiros locais, liderados pelo paulista Antonio Barbosa Ferraz, promoveu a construção de uma estrada de ferro ligando a cidade paranaense Cambará, no “norte velho”, a Ourinhos, no interior de São Paulo.
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O desbravamento da região de Maringá
Em meados da década de 1930 o escritório da Companhia de Terras Norte do Paraná, onde eram negociados os lotes da região, ficava situado em Londrina. Os compradores se dirigiam ao escritório para adquirir as propriedades, e logo partiam para começar a derrubada das árvores nativas, visando preparar o terreno para a prática da agricultura, em especial para a plantação de café.
O primeiro lote de Maringá, de numeração 1/A, foi adquirido pelo padre alemão Emílio Clemente Scherer, que chegou ao Brasil em 1938, fugindo do nazismo. O padre Scherer é considerado o primeiro pioneiro desbravador de Maringá. A propriedade que ele adquiriu – localizada em uma região próxima ao local que hoje é o bairro Cidade Alta, em Maringá –, foi batizada de Fazenda São Bonifácio. Foi nesta propriedade que, a 12 de fevereiro de 1940, surgiu a primeira igreja de Maringá, a Igreja São Bonifácio, construída com madeira retirada de árvores cortadas na própria fazenda. A igreja existe até hoje, próximo ao bairro da Cidade Alta, no prolongamento da Rua Dolores Duran.
Em 1942, surgiu também um pequeno povoado que servia como ponto de apoio aos pioneiros desbravadores que já começavam a trabalhar nas propriedades rurais locais: a área que hoje é chamada de Maringá Velho.
No entanto, a formação do Maringá Velho não se deu de forma precária e desordenada. O historiador do Patrimônio Histórico de Maringá, João Laércio Lopes Leal, conta que o povoado cresceu obedecendo a um planejamento criado por Aristides Souza Mello, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que projetou o pequeno povoado de seis quadras, formado por poucas casas e estabelecimentos comerciais, estes voltados a atender às necessidades básicas da população rural.
Na época, havia uma “picada” - caminho aberto na mata a golpes de facão - que ligava a região onde hoje é centro da cidade até o Maringá Velho. O traçado da picada acabou servindo de referência para a construção da avenida Brasil. O ponto onde a picada terminava ficou conhecido como “fim da picada”, nomenclatura que perdura até hoje.
Em 10 de novembro de 1942 a Companhia de Terras Norte do Paraná inaugurou a Pedra Fundamental de Maringá. O nome da cidade foi uma sugestão de Elizabeth Thomas, mulher de Arthur Thomas, diretor presidente da Companhia. “Maringá” era o nome de uma canção de Joubert de Carvalho que foi um grande sucesso dos anos 1930, e era frequentemente entoada pelos desbravadores locais enquanto trabalhavam na derrubada da mata nativa.
Na ocasião da inauguração da Pedra Fundamental de Maringá, a Companhia de Terras Norte do Paraná também inaugurou o Hotel Campestre, que hospedaria investidores interessados em adquirir propriedades na região.
Assinale a alternativa cuja ação ou acontecimento NÃO corresponde ou NÃO se deu na década de 1940.