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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e mantidos de pressão arterial (PA), frequentemente se associa a alterações funcionais e(ou) estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, consequentemente, com ascensão do risco de eventos cardiovasculares. O médico, como membro da equipe de saúde, é responsável pela decisão da terapêutica a ser utilizada e deve considerar os fatores de risco a que os indivíduos estão expostos, tais como: idade, tabagismo, dislipidemias, diabetes e história familiar. A decisão terapêutica para HAS pode ser observada no quadro abaixo.
| Decisão Terapêutica para a HAS | |
|---|---|
| Sem risco adicional | Tratamento não medicamentoso isolado (mudança do estilo de vida). |
| Risco adicional baixo | Tratamento não medicamentoso isolado por até 6 meses. Se não atingir a meta, associar tratamento medicamentoso. |
| Risco adicional médio, alto e muito alto | Tratamento não medicamentoso + medicamentoso |
Sociedade Brasileira de Cardiologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Revista Brasileira de Hipertensão, Rio de Janeiro, vol.17, p. 11-17, 2010.
Nessa conjuntura e considerando os dados apresentados, avalie as assertivas que se seguem:
I. O tratamento medicamentoso da HAS depende da presença de fatores de risco.
II. O estabelecimento precoce do tratamento medicamentoso tende à proteção dos órgãos-alvo, que nunca deverão sofrer alterações.
III. O tratamento medicamentoso tende à reversão total das lesões ocasionadas pelo aumento da pressão arterial.
IV. A associação de medicamentos e orientações para mudança do estilo de vida deve ser indicado aos pacientes com alto risco adicional para doença cardiovascular.
É CORRETO apenas o que se afirma nas assertivas: