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(...) Atualmente, uma das características mais marcantes da cidade é a quantidade de árvores existentes nas ruas. No entanto, essa não era a realidade de Maringá no início da colonização. Para pôr em prática o projeto de urbanização da cidade, foi necessário derrubar praticamente todas as árvores nativas da região.
Os impactos naturais causados pela grande devastação da mata atlântica local e o forte calor que fazia na cidade sem a proteção da sombra das árvores foram fatores que incentivaram a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná a promover um projeto de reflorestamento e arborização de Maringá, além de um trabalho de preservação das espécies nativas. Para comandar o ousado projeto, a Companhia contratou o engenheiro florestal paulista e ex-chefe do Serviço Florestal de São Paulo, Luiz Teixeira Mendes.
Em 1950, o então governador do Paraná Moisés Lupion instalou uma pedreira em Maringá, para aproveitar as riquezas naturais da região. Preocupado em preservar as riquezas naturais locais e minimizar os impactos ambientais na região, o diretor-gerente da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Hermann Moraes de Barros, solicitou pessoalmente a desativação da pedreira junto ao governador. O local ocupado pela pedreira acabou se tornando área de preservação natural, e se tornaria o primeiro viveiro de mudas de Maringá: o Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes.
O Horto Florestal é uma reserva que conserva intacta a mata nativa original da região. Espécies nativas como ipês, alecrins e ingás, entre outras, podem ser encontradas no local. O horto acabou se tornando o 3º pulmão verde da cidade e o primeiro viveiro de mudas de Maringá, cultivando mudas tanto de espécies nativas quanto de árvores exóticas. Foi do viveiro do horto que saíram as mudas utilizadas na arborização das ruas da cidade, assim como as árvores que foram utilizadas para o reflorestamento do Parque do Ingá no fim dos anos 1960, quando o parque foi vítima de um incêndio que destruiu parte da vegetação nativa local.
Luiz Teixeira Mendes tinha liberdade para desenvolver o projeto de arborização de Maringá. O engenheiro experimentou o plantio de mudas trazidas de outras localidades e também de mudas nativas, coletadas em meio à floresta, como era o caso do ipê-roxo. Em 1954, Luiz Teixeira Mendes se afasta do trabalho de arborização em virtude de problemas de saúde que culminariam em sua morte três anos depois, a 12 de julho de 1957.
Mesmo sem o engenheiro florestal, o projeto de arborização de Maringá continuou na ativa pelas mãos de seu assistente, o engenheiro agrônomo Anníbal Bianchini da Rocha, que em virtude de seu trabalho de arborização receberia a alcunha de “o jardineiro de Maringá”.
Outro personagem importante para o processo de arborização de Maringá foi Geraldo Pinheiro Fonseca, funcionário da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná que ficaria encarregado do plantio das árvores. O jornalista Rogério Recco, no livro “À Sombra dos Ipês da Minha Terra”, relata que Geraldo, mineiro de Montes Claros, chegou a Maringá em 1946. Trabalhava no setor de topografia da Companhia Melhoramentos, demarcando os limites dos lotes que seriam vendidos.
Foi Geraldo Pinheiro Fonseca que plantou a primeira árvore do perímetro urbano de Maringá, no cruzamento entre a Av. Duque de Caxias com a Rua Joubert de Carvalho, em frente ao escritório da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.
Anos 1950 – Eleições. As primeiras eleições realizadas em Maringá ocorreram a dia 3 de outubro de 1952. O curitibano Inocente Villanova Júnior foi eleito o 1º prefeito da cidade. Além dele, foram eleitos nove vereadores para compor a 1ª Câmara Municipal.
De acordo com o texto, é correto afirmar que