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Cartaz mal escrito vira caso de polícia na Paraíba Anúncio na fachada de loja causa confusão em clientes
Tropeços de português voltaram a ser caso de polícia no Brasil. Desta vez, a falta de clareza feriu a lei de defesa do consumidor na Paraíba. No centro de Guarabira, no agreste paraibano, um cartaz na fachada da loja Eletro Shopping Guarabira fez uma proposta irrecusável em janeiro: "Oferta imperdível. Chip Vivo. R$ 1 com aparelho". Cartaz cuja sintaxe levou a oferta enganosa: contra lei do consumidor.
Era 22 de janeiro e o professor Aurélio Damião, de 38 anos, não titubeou. Fotografou a oferta, de manhãzinha, ao ir para o trabalho, e, no fim do batente, entrou na loja e desembolsou os R$ 4 que tinha e pediu ao vendedor quatro celulares. "Me veja os aparelhos de R$ 1 da promoção", disse.
O vendedor espantou-se. Explicou que o cartaz significava que os chips é que sairiam por R$ 1 caso o cliente comprasse um celular pelo preço de mercado. Quem redigiu o cartaz o fez de qualquer jeito, admitiu o atendente. Ocorrera, na verdade, um mero erro de português.
O professor chamou a polícia. E enquanto esperavam, ali no balcão, Aurélio foi alvo de pilhérias e da pressão dos lojistas para demovê-lo da ideia. Ainda enfim a PM chegou, Aurélio sustentou sua denúncia. E todo mundo foi parar na delegacia. Só no 4º Distrito Policial veio o acordo: Damião aceitou um vale de R$ 100 para comprar um celular com chip. Ele escolheu um aparelho com dois chips e câmera.
Luiz Costa Pereira Junior. In: http://revistalingua.com.br/textos/116/portugues-no-xilindro-355513-1.asp. Fevereiro de 2015.
Na frase "Era 22 de janeiro e o professor Aurélio Damião, de 38 anos, não titubeou" o verbo em destaque não pode ser substituído por qual das alternativas abaixo, sem que seu sentido seja alterado: