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O Circo
Havia os circos de cavalinhos, que apareciam periodicamente na nossa cidade. Via de regra, eram companhias mambembes, sem feras, o picadeiro pequeno, palhaços sem graça, acrobatas mediócres. De quando em quando surgia-nos um grande circo. Lembro-me especialmente de um que, se a memória não mente, se chamava Foureaux-Manetti. Ah! Esse era rico, tinha elefantes, tigres, hienas. Quanto aos leões, achava-se entre eles o famigerado Menelique, que já havia matado mais de um cidadão. Os palhaços? De primeira qualidade. (O Tony Periquito era o meu predileto.) A banda de música era própria e muito boa: até hoje me lembro com _________ da melodia da marcha com que ela abria triunfalmente a função.
Era dia de circo, eu já pela manhã começava a ___________ o céu, apreensivo ante cada nuvem que __________ no horizonte. Se chovesse não haveria espetáculo. Monteiro Lobato (foi em Mundo da Lua ou em Cidades Mortas?) põe na boca dum menino esta frase profunda: “Por que será que sempre que tem circo, chove?” Que desoladora verdade!
Entre os palhaços da minha infância, guardo grata lembrança de um que era a alma de seu pequeno circo: o Braga, negrão alto e corpulento, natural da Bahia, e que tinha o aspecto dum chefe de tribo africano. Muito espirituoso, sabia cantar cançonetas, emboladas e lundus. Havia uma canção – creio que a respeito do bombardeio da Bahia – cujo estribilho era mais ou menos assim:
Tchim-bum! Não é nada,
É o eco da granada!
Admirávamos, especialmente nos grandes circos, os acrobatas do trapézio volante e os domadores de feras. Os contorcionistas nos causavam mal-estar e sempre gritávamos com o resto do público, caridosamente: “Basta! Basta! Basta!”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto: