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Como valorizar conhecimento se ele foi usado para constranger? Correções gramaticais ríspidas, humilhações diante de uma ignorância tópica ou impaciência com lentidão de aprendizado vão dirigir a dor do jovem para o saber e seus usuários. Como adquirir o desejo de aprender se o resultado é virar uma pessoa chata? Conhecimento deve libertar, ampliar horizontes, ajudar na felicidade, clarear angústias e emocionar. Se a intenção for agredir, é mais ecológico um tapa na cara do que derrubar árvores para o papel. A propósito, isso é uma ironia e não um conselho.
Curiosidade pode ser estimulada com boas perguntas. Elas devem ser dosadas e nunca podem parecer um artificialismo didático. “Phármakon” (remédio e veneno): a diferença está na dose. A ideia vem da medicina antiga e de uma ideia de Jacques Derrida sobre o poder da palavra. Empurre um romance árido e com questões existenciais acima da faixa etária de uma criança e estará lançada uma fértil semente de rejeição à leitura. O lúdico sempre tem um papel central. Machado de Assis é um gênio. Imaginar que alguém de 13 anos esteja preocupadíssimo com fidelidade conjugal como estava o taciturno Bentinho é ignorar regra básica sobre jovens. A leitura não deve ser apenas o reforço do meu mundo e dos meus valores. Porém, para que ela possa alçar voo, a caminhada deve ser coerente.
Trecho do artigo do Estadão Ele não gosta de ler!, março 2017.
Assinale a alternativa que correlaciona CORRETAMENTE as funções sintáticas aos termos que as desempenham na frase “O lúdico sempre tem um papel central.”
I. O, um, central.
II. lúdico.
III. sempre.
IV. tem.
V. papel.
A) Verbo transitivo direto.
B) Adjuntos adnominais.
C) Adjunto adverbial de tempo.
D) Núcleo do sujeito.
E) Núcleo do objeto direto.