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Com H, Y e sem acento A atriz Lilia Cabral arranca elogios por onde passa, mas quase nunca dão a mesma atenção à grafia de seu nome. A cada 10 citações, nove a nominam como Lilian, com este “n” intrometido no fim. Lilia não é novata, está em evidência há anos, qual a dificuldade de escrever seu nome corretamente? É a armadilha da livre associação. Se a grande atriz Lilian Lemmertz tinha o “n” finalizando seu nome, por que a Cabral não teria? Lilian Pacce, Lilian Celiberti, Lenon e Lilian. Por dedução, não existe Lilia e vamos em frente que há assuntos mais sérios a tratar. Sempre há assunto mais sério a tratar, mas errar a grafia de um nome soa como desprezo, um “não estou nem aí” que ofende o ego, sempre tão sensível. Já recebi puxões de orelhas por algumas distrações cometidas, até que passei a me concentrar na questão. Ninguém gosta de ver o nome adulterado, mesmo que seja por um acento sobrando ou faltando. Ou por um pronome que muda seu gênero. Sra. Nadir ou Sr. Nadir? Recomendo checar antes de subscrever o envelope. O nome é parte fundamental da nossa identidade, a primeira informação que recebemos sobre nós mesmos e a primeira que fornecemos a estranhos, a fim de sermos introduzidos ao fabuloso mundo da socialização. Hoje somos 8 bilhões no planeta e não há nomes exclusivos para todos, somos obrigados a compartilhar nossa marca pessoal com outros tantos. Por isso, entendo que papi e mami nos registrem com algum detalhe “charmoso” para nos diferenciar – o diabo é que só complicam. Poucas pessoas conseguem dar seu nome sem adicionar a observação: Elizza com dois “z”. Thalles com “h” e dois “l”. Walkyrya com “w”, “k” e dois “y”. Não é preciosismo, são os detalhes tão pequenos de nós todos. No meu caso, “Martha com th” virou praticamente um nome composto. Se o Brasil tivesse ganhado a Copa, os berçários teriam recebido inúmeros Richarlison (um único “s”), Antony (sem “th”), Alisson (um “l” só), Rodrygo (com “y”) e Raphinha (com “ph”). No que concluo: não custa a gente se informar antes de escrever. Até uma Maria pode ser Mharia, até um João pode ser Juão.
No primeiro parágrafo do texto, o emprego das interrogações tem como objetivo: