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Preconceitos cognitivos e biologia cerebral ajudam a explicar por que fatos não mudam mentes
"Fatos em primeiro lugar" é o slogan de uma campanha da CNN que afirma que "uma vez que os fatos são estabelecidos, as opiniões podem ser formadas". O problema é que, embora pareça lógica, essa afirmação atraente é uma falácia não apoiada pela pesquisa.
Estudos de psicologia cognitiva e neurociência descobriram que o exato oposto é verdadeiro geralmente quando se trata de política: as pessoas formam opiniões com base em emoções, como medo, desprezo e raiva, em vez de confiar em fatos. Frequentemente, novos fatos não mudam a mente das pessoas.
Sua visão de mundo, incluindo crenças e opiniões, começa a se formar durante a infância, à medida que você é socializado em um contexto cultural específico. Ele é reforçado ao longo do tempo pelos grupos sociais que você mantém, a mídia que você consome e, até mesmo, como seu cérebro funciona. Isso influencia seu pensamento sobre si e como você interage com o mundo.
Para muitas pessoas, um desafio à sua visão de mundo parece um ataque à sua identidade pessoal e pode fazer com que elas endureçam sua posição.
Em um mundo ideal, as pessoas racionais encontram novas evidências que contradizem suas crenças, avaliam os fatos e mudam suas opiniões. Mas, geralmente, não é assim que as coisas acontecem no mundo real.
Em parte, a culpa é um viés cognitivo que pode entrar em ação quando as pessoas encontram evidências que contrariam suas crenças. Em vez de reavaliar no que acreditam até agora, as pessoas tendem a rejeitar as evidências incompatíveis. Os psicólogos chamam esse fenômeno de perseverança de crença.
Em vez de reavaliar no que acreditam até agora, as pessoas rejeitam as evidências incompatíveis. Os psicólogos chamam de fenômeno de perseverança.
Assinale a opção CORRETA quanto à acentuação. (obs.: atente-se para a separação silábica brasileira)