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Leia o trecho a seguir.
“Desde 1840, a ideia da construção de uma estrada de ferro que, partindo do principal porto da Vila, fosse terminar à foz do rio Sarapuí, em um porto chamado da Amarração, era um sonho alimentado pelos fazendeiros e financistas da região. Prejudicados com o atraso em despachar e receber suas mercadorias, que dependia da maré enchente, e mesmo assim com ajuda de escravos que impulsionavam as canoas por meio de varas escoradas no fundo da lama, fizeram com que esse desejo fosse levado à sede do Império e, no dia 9 de maio daquele mesmo ano, autorizadas pela Fazenda Real, abriram-se subscrições de ações através da Lei Provincial para tal empreendimento.”
Em 1835, ainda na regência, o padre Diogo Antônio Feijó autorizou o governo a conceder privilégios de exclusividade às companhias que se organizassem para explorar o transporte ferroviário de cargas e passageiros no Brasil, sendo que dos vários projetos que foram elaborados, o único de que se há conhecimento que se efetivou na região nestes moldes foi a Companhia com o título de “Estrada de Ferro D. Pedro II” que:
I. Partia da estação do Campo da Aclamação até Queimados, e mais tarde vencendo a serra através de túneis até Barra do Pirahí, buscando chegar até o rio São Francisco.
II. Tinha o objetivo de dinamizar o transporte das mercadorias que eram produzidas no interior fluminense e que se destinavam ao consumo na Corte do Rio de Janeiro ou à exportação para a Europa.
III. Deu início a uma rede viária que iria desviar o giro dos transportes de cargas e passageiros em torno das ferrovias, dando fim aos portos fluviais e às vilas de comércio que floresceram na Baixada Fluminense durante a primeira metade do século XIX.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)