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“O mercantilismo foi definido e batizado por seus adversários. Como se espantar de que eles não o tenham definido corretamente? Para melhor desacreditá-lo, simularam reter apenas seu aspecto comercial, e conseguiram atribuir ao adjetivo mercantil um matiz pejorativo e odioso. [...] ora, o mercantilismo não constitui, nem jamais constituiu, uma doutrina social organizada com sua Bíblia, sua Igreja e seus profetas. Do século XVI ao XVIII, ninguém se declarou mercantilista, e não existe nenhuma profissão de fé que permita classificar por comparação os escritos e as práticas econômicas do tempo. [...] Uns falam do nacionalismo autárquico, outros, do intervencionismo do Estado, outros ainda atribuem uma importância primordial ao Bulionismo...” (DEYON, Pierre. 2004.)
Embora haja controvérsias, segundo o autor, acerca das denominações e caracterizações relacionadas ao mercantilismo, existe certo consenso quando se trata de definir o Bulionismo, termo em destaque no enunciado. A definição que se refere a esse princípio mercantilista é: