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“Pequenos gestos podem definir a história. Quando o líder palestino Yasser Arafat apertou a mão do premiê israelense Yitzhak Rabin, em 1993, para selar os acordos de Oslo, israelenses e palestinos vislumbraram a paz. Apesar de não ter dado os frutos desejados – ainda –, o aperto de mão provou que o diálogo era possível. Quando o presidente americano Richard Nixon viajou para a China, em 1972, os dois países não dialogavam havia três décadas. A visita ajudou a normalizar as relações e pôs a China na trilha do desenvolvimento. Atos simples de conciliação são o começo de grandes mudanças e ajudam a paz a vicejar. Tais atos são mais necessários num mundo conflagrado por crises e conflitos. Na semana passada, Estados Unidos e Cuba, dois oponentes figadais desde os tempos da Guerra Fria, se reaproximaram depois de 53 anos de rompimento de relações diplomáticas. A mudança histórica começou com um gesto simples de aproximação. Em dezembro de 2008, quando Barack Obama já fora eleito presidente dos EUA, mas não tomara posse, ele se encontrou no Brasil com o presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel Castro. Na ocasião, Raúl fez uma proposta ousada: “A época dos gestos unilaterais se acabou em Cuba. Tem de haver gestos bilaterais. Esses prisioneiros políticos, querem soltá-los? Que nos digam, que os mandamos para lá (EUA) com família e tudo”. Idas e vindas adiaram os diálogos, até outro gesto simples revivê-los. Em 2013, numa homenagem a Nelson Mandela, na África do Sul, Obama apertou a mão de Raúl.” (Disponível em: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/12/o-natalda-reconciliacao-de-bestados-unidos-e-cubab.htm.)
Em dezembro de 2014, os governos de EUA e Cuba anunciaram a retomada de relações diplomáticas após muitos anos. O rompimento entre esses países se deu no contexto da: