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A Vida de Volta à Floresta
Ambicioso projeto pretende resgatar a fauna original do Parque Nacional da Tijuca, pedaço reflorestado da Mata Atlântica no Rio que foi mandado plantar por dom Pedro II.
Jennifer Ann Thomas
A Floresta da Tijuca, no coração do Rio, serve de emblema do conflito entre progresso e natureza que marca a história do Brasil desde o descobrimento, em 1500. “Nossas preciosas matas vão desaparecendo, vítimas do fogo e do machado da ignorância; com o andar do tempo faltarão até chuvas fecundantes, que favorecem a vegetação”, previu o estadista, naturalista e poeta José Bonifácio em 1823, ao ver a Tijuca sendo desmatada. Por séculos, a floresta foi devastada para dar lugar a cafezais. Bonifácio foi tutor de Pedro II, e influenciou as ideias ambientalistas do último imperador do país. Foi de Pedro II a iniciativa de reverter a situação da Tijuca. Em 1861, antes mesmo da criação do simbólico parque de Yellowstone, nos Estados Unidos – marca do início das preocupações conservacionistas no planeta, ideia tão em voga hoje -, o imperador expulsou fazendeiros e instituiu a área protegida da Floresta da Tijuca. O local estava desflorestado, e levou um século para, em 1961, a flora ser resgatada e a região virar um parque, que ocupa 3,5% do território da capital fluminense [(…)] e é considerado a maior floresta urbana replantada do mundo. O habitat, porém, ainda é tido como “morto” por ambientalistas, pois, se há nele 1.619 espécies de planta, faltam animais. A boa notícia: teve início um extraordinário esforço para recriar a Mata Atlântica original. Desta vez, o que se quer é reviver a fauna da Tijuca.”
Fonte: REVISTA VEJA, São Paulo, v.48, n.28, p.80-83, 15 jul. 2015.
Em “Foi de Pedro II a iniciativa de reverter a situação da Tijuca”, o sujeito da oração é: