///
O FIM QUE SE APROXIMA Milton Hatoum* Amazonas: mito grego menos antigo que os mitos da Amazônia. Os que vivem no Cosmo há milênios são perseguidos por mãos de ganância, olhos ávidos: minério, fogo, serragem, fim. Quem são vocês, incendiários desde sempre, ferozes construtores de ruínas? Os que queimam, impunes, a morada ancestral, projetam no céu mapas sombrios: manchas da floresta calcinada, cicatrizes de rios que não renascem. Qual Brasil se esconde atrás da humanidade amazônica? Que triste pátria delida, mais armada que amada: traidora de riquezas e verdades. Quando tudo for deserto, o mundo ouvirá rugidos de fantasmas. E todos vão escutar, numa agonia seca, o eco. Não existirão mundos, novos ou velhos, nem passado ou futuro. No solo de cinzas: o tempo-espaço vazio. *Escritor, tradutor e professor, nasceu em Manaus, em 1957. Suas obras pertencem à literatura brasileira contemporânea.
Entre as classes gramaticais, a palavra “que” exerce diferentes funções. A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a função desempenhada pelo “que” nas passagens a seguir.
( ) No verso “Que triste pátria delida”, a palavra “que” funciona como advérbio.
( ) A palavra “que” é um substantivo no verso “Os que vivem no Cosmo há milênios”.
( ) No verso “cicatrizes de rios que não renascem”, o “que” é um pronome relativo.
( ) Em “mais armada que amada”, a palavra “que” faz referência a um termo antecedente e, por isso, exerce a função de preposição.
( ) Em “menos antigo que os mitos da Amazônia”, o “que” é um pronome adjetivo que acompanha o substantivo, funcionando como adjunto adnominal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é