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Médicos fumando no consultório, enfermeiras acendendo um cigarrinho para relaxar, dentistas recomendando sua marca preferida de tabaco: figuras como essas povoavam jornais e revistas até o início dos anos 1960. Alguns anúncios chegavam a sugerir que fumar ajudava na digestão, aliviava dores de garganta e garantia aquela dose extra de fôlego indispensável para enfrentar o dia dia.
O primeiro relatório reunindo estudos que apontavam a ligação entre o cigarro e o câncer foi publicado em 1964. O piloto da série Mad Men, que se passa em 1960, retrata a ginástica do publicitário Don Draper para tornar atraente um produto que já começava a soar como cilada. Em 1998, as quatro maiores empresas de tabaco dos EUA assinaram um acordo para encerrar dezenas de processos judiciais que tentavam recuperar bilhões de dólares gastos com assistência médica de fumantes. Ou seja: entre o médico baforando sem culpa no nariz do paciente e a responsabilização de quem lucrava com uma mercadoria perigosa e altamente viciante, passaram-se mais ou menos 40 anos.
Então, o “momento tabaco” parece estar batendo porta das big techs em 2026. O julgamento do primeiro de dois grandes lotes de ações coletivas contra empresas de tecnologia previstos para este ano começou em Los Angeles na semana passada. Até aqui, empresas como Meta, Tik Tok, Snapchat e YouTube conseguiram escapar das acusações que envolvem conteúdo apelando para leis que isentam as plataformas de responsabilidade com relação ao que os usuários publicam. As novas ações atacam por outro flanco. O que está em jogo agora são as estratégias usadas por essas plataformas para gerar engajamento a qualquer custo – inclusive de crianças e adolescentes.
A acusação deve seguir duas linhas de argumentação. A primeira é a de que as big techs formataram suas plataformas para serem viciantes mesmo. “Quanto mais engajamento, mais publicidade” é o novo “quanto mais fumantes, mais lucro”. A segunda busca apoio em estudos que relacionam o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes ao advento das mídias sociais.
Ao contrário da montanha de evidências provando que fumar pode causar câncer, os efeitos das redes sociais sobre a saúde mental dos nossos filhos ainda não estão provados. Ainda assim, é difícil encontrar um pai ou mãe de adolescente que não esteja preocupado (o fato de que o livro Geração Ansiosa está há mais de 90 semanas na lista de best-sellers do New York Times dá a dimensão dessa preocupação).
Esta altura do campeonato, nem Don Draper conseguiria nos convencer de que está tudo bem com as crianças.
Analise as seguintes propostas de alteração de trechos do texto-base:
1. Em “Médicos fumando no consultório, enfermeiras acendendo um cigarrinho para relaxar, dentistas recomendando sua marca preferida de tabaco (1): figuras como essas povoavam jornais e revistas até o início dos anos 1960 (2)”, caso os trechos 1 e 2 sejam invertidos, o pronome “essas” deve ser substituído por “estas” e o emprego dos dois-pontos deve ser mantido para separar os dois-pontos para separar os dois trechos.
2. Em “O primeiro relatório reunindo estudos que apontavam a ligação entre o cigarro e o câncer foi publicado em 1964”, é possível reduzir a oração adjetiva expandida “que apontavam” omitindo-se o pronome relativo e empregando a forma verbal no gerúndio sem causar alterações ao sentido e à correção do trecho.
3. Em “entre o médico baforando sem culpa no nariz do paciente e a responsabilização de quem lucrava com uma mercadoria perigosa e altamente viciante, passaram-se mais ou menos 40 anos”, é possível substituir a forma verbal “passaram-se” por “transcorreram-se” sem causar alterações ao sentido e à correção do trecho.
4. Em “A primeira é a de que as big techs formataram suas plataformas para serem viciantes mesmo”, é possível expandir a oração reduzida “para serem” substituindo-se a preposição “para” pela locução conjuntiva “para que”, o que demandaria a adequação da forma verbal “serem”.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é: