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Um estudo publicado pela Science Advances revelou que, se a temperatura média da Terra aumentar mais de 1,5 °C em relação à temperatura atual, as ondas de calor se tornarão intensas o suficiente para matar pessoas jovens e saudáveis em certas partes do planeta.
Em 2022, o verão europeu já mostrou que não estava para brincadeira. Uma estimativa publicada na Nature falou em 60 mil mortes por calor no continente entre maio e setembro. Para um pesquisador da Universidade de Oxford, essa situação vai variar de acordo com o local. Em regiões onde as construções e as pessoas não estão adaptadas ao calor, os efeitos podem ser maiores: “O que veremos, especialmente na Europa e na América do Norte, é um aumento enorme na incidência dessas ondas de calor à medida que o mundo se aquece entre 1,5 e 2 °C”.
O estudo abre espaço para uma questão ainda mais preocupante. Se ondas de calor extremas podem afetar cada vez mais a vida de pessoas na Europa, que tem médias de temperatura consideravelmente mais baixas que as brasileiras, é de se imaginar o impacto para nós e outros habitantes de regiões mais quentes.
Nos últimos anos, pesquisadores vêm tentando descobrir qual o limite de calor que o corpo humano consegue suportar sem a necessidade de nenhum tipo de resfriamento. Não estamos falando de situações extremas (alguém ficar perdido no deserto do Saara é apenas mais um dia comum, não é mesmo?). A ideia é saber até que ponto um cidadão comum, em uma cidade comum, é capaz de sobreviver ao aquecimento progressivo dos verões nas próximas décadas.
Lá em 2010, pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana, chegaram à uma resposta possível. Para isso, eles utilizaram uma técnica chamada de bulbo úmido. Ela consiste em colocar um pano molhado em torno do bulbo de um termômetro analógico (a parte gordinha na ponta inferior, onde fica armazenado o mercúrio) e ver, conforme a água evapora, o quanto o termômetro esfria. Isso acontece porque a evaporação consome calor. As moléculas de água no pano escapam do estado líquido para o estado gasoso (em que ficam mais agitadas e dispersas) porque pegam pouquíssima energia térmica. Conforme a energia térmica vai escapando de carona no vapor, o termômetro esfria. Esse processo é conhecido como resfriamento evaporativo e funciona de maneira semelhante ao nosso suor.
É justamente por funcionar como a transpiração humana que esse experimento é importante para determinar a nossa resistência ao calor. Se um termômetro passar de uma certa temperatura crítica, mesmo com o bulbo envolto no pano úmido, isso significa que uma pessoa, ainda que suada, também passaria. Como o suor é a última barreira do organismo contra o calor, o próximo passo é passar mal.
Com base no texto, analise as assertivas abaixo:
I. As lacunas tracejadas nas linhas 02 e 19 devem ser preenchidas por crase.
II. Em “Esse processo é conhecido como resfriamento evaporativo e funciona de maneira semelhante ao nosso suor”, se a palavra “processo” fosse conjugada no plural, deveriam ser feitas, obrigatoriamente, outras quatro alterações de concordância nominal e verbal no restante do fragmento.
III. Em “Ela consiste em colocar um pano molhado em torno do bulbo de um termômetro analógico”, se a palavra “colocar” for substituída por “pôr”, não haverá prejuízos de sentido no fragmento.
Quais estão corretas?