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Caminhos da Reportagem trata dos 60 anos do golpe militar no Brasil
Por Agência Brasil
O Caminhos da Reportagem foi ao ar em março de 2024 e tratou dos desdobramentos, ainda presentes, do golpe militar no Brasil, que há 60 anos colocou fim ao governo de João Goulart. Uma após a outra, tropas do exército aderiram à sublevação iniciada em Juiz de Fora, na madrugada daquele 31 de março de 1964.
O golpe teve apoio de setores conservadores da política e da sociedade, de empresários, da Igreja Católica e das Forças Armadas. Castello Branco assumiu a presidência em 15 de abril, tornando-se o primeiro dos cinco presidentes-generais. A ditadura civil-militar ali iniciada durou 21 anos. A atriz Dulce Muniz lembra bem daquele dia. Ela ouviu o anúncio pelo rádio: “Veio uma voz… A partir deste instante, a Rádio Nacional passa a fazer parte da cadeia da legalidade. Pronto. Estava dado o golpe. Eu tinha 16 anos”.
Até hoje, são raros os espaços de memória que contam a história dos anos de repressão. O principal deles é o Memorial da Resistência, criado no prédio que abrigava o temido Departamento de Ordem Política e Social, o Deops, em São Paulo. Para a diretora técnica do Memorial, Ana Pato, “a criação de centros culturais dedicados à memória dessa violência do Estado são fundamentais para que as gerações seguintes não só aprendam com isso, mas que a própria sociedade consiga elaborar o trauma”. No Rio Grande do Sul, o projeto Marcas da Memória tenta demarcar identificar e explicar a história de importantes espaços repressivos em Porto Alegre; dos 39 aparatos da ditadura conhecidos no estado, apenas nove ganharam placas, algumas delas já apagadas.
Segundo Jair Krischke, coordenador do Movimento de Direitos Humanos e um dos idealizadores do projeto, não há interesse por parte do poder público em iniciativas como esta: “Nós, como organização privada, estamos fazendo aquilo que o Estado deveria fazer. Como não faz, nós fizemos, provocamos.”. O desejo de Krischke, e de todos que trabalham e lutam para que as marcas da ditadura não sejam esquecidas, é transformar esses espaços pelo Brasil em museus e memoriais. Uma das grandes referências no tema é o Museu da Memória e Direitos Humanos de Santiago, no Chile. Para María Fernanda García, diretora do museu “é muito importante dizer que aqui houve atropelos do Estado. É preciso dar visibilidade e dignidade às vítimas, o que não lhes foi dado durante aquele período nem depois, durante muitos anos”.
Não prestar contas com o passado faz com que a democracia brasileira se torne frágil e que a violência do Estado ainda seja recorrente. “A questão da impunidade é altamente contagiosa. A violência que constatamos ainda hoje é fruto disso, da impunidade. A tortura ainda é usada pelas polícias e nos presídios. É uma herança que nós não conseguimos nos livrar”, afirma Jair Krischke.
Acerca do trecho “O golpe teve apoio de setores conservadores da política e da sociedade, de empresários, da Igreja Católica e das Forças Armadas. Castello Branco assumiu a presidência em 15 de abril, tornando-se o primeiro dos cinco presidentes-generais” (l. 05-07), analise as assertivas a seguir:
I. Em “Castello Branco assumiu a presidência em 15 de abril”, o verbo “assumiu” classifica-se como transitivo direto.
II. A frase “tornando-se o primeiro dos cinco presidentes-generais” expressa uma circunstância de modo em relação à oração principal.
III. O trecho “de setores conservadores da política e da sociedade, de empresários, da Igreja Católica e das Forças Armadas” exemplifica um caso de adjunto adverbial de companhia.
Quais estão corretas?