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“Somos poeira de estrelas” — esta frase simples, poética e realista se tornou um dos símbolos que imortalizou o astrônomo, escritor e divulgador científico Carl Sagan. ___ uma profunda e fascinante verdade científica por trás dessa poesia. Falecido em 20 de dezembro de 1996, ele entrou para a história mundial por conseguir levar conhecimentos até então muito restritos aos acadêmicos __ milhões de pessoas de forma direta, clara e simples. Carl Edward Sagan, um norte-americano nascido em 9 de novembro de 1934 no Brooklyn, em Nova York, dedicou sua vida aos estudos e, mesmo sendo um acadêmico brilhante, não quis manter suas descobertas restritas aos muros das universidades, segundo relata a Encyclopaedia Britannica – plataforma de conhecimento do Reino Unido.
De 1960 a 1962, Sagan foi pesquisador em astronomia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e de 1962 a 1968 trabalhou na Universidade de Harvard e no Observatório Astrofísico Smithsonian. Seus primeiros trabalhos se concentraram nas condições físicas dos planetas, especialmente nas atmosferas de Vênus e Júpiter. Sagan desempenhou um papel fundamental no programa espacial dos Estados Unidos desde o seu início. Ele foi consultor e assessor da Nasa a partir da década de 1950 – chegando a dar instruções aos astronautas da Apollo antes de seus voos __ Lua. Em 1980, lançou a série documental de televisão “Cosmos”, que escreveu com sua esposa, Ann Druyan e, no mesmo ano, publicou o livro homônimo que figurou na lista de best-sellers do jornal The New York Times por 70 semanas, segundo um texto da Universidade Cornell, de Nova York.
A série fez tanto sucesso de público que passou a rodar o mundo, tendo sua veiculação vendida a diversos países. Estima-se que o programa tenha sido exibido em 60 países e para mais de 500 milhões de pessoas. No Brasil, ela se chamou “Cosmos: Uma Viagem Pessoal”, e foi exibida pela Rede Globo em agosto de 1982. “Cosmos” usou o audiovisual para tornar conceitos científicos mais acessíveis ao grande público. “Carl Sagan estava mais preocupado em mostrar o que era a Ciência do que em ensinar algo propriamente dito. ‘Cosmos’ tinha como missão inspirar o telespectador e, também, desmistificar, tornar palatável o conhecimento científico”, escreveu o astrônomo brasileiro Alexandre Cherman, do Instituto Fundação João Goulart, no Rio de Janeiro, em artigo para a plataforma The Conversation. Anos depois, outras versões de “Cosmos” foram lançadas nas últimas décadas e apresentadas pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson.
Considerando a regência verbal e o uso correto do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 05 e 16.