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Estreia da Netflix, “A Sociedade da Neve” é a mais recente da história real do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, um acidente em que 29 pessoas morreram há mais de 50 anos, em 1972. O avião saído de Montevidéu, capital do Uruguai, levava 45 pessoas: membros do time de rugby Old Christians Club e seus amigos e familiares. A equipe jogaria em Santiago, no Chile. A aeronave caiu no meio da parte argentina da Cordilheira dos Andes, e os sobreviventes passaram por duras circunstâncias até serem resgatados. Precisaram, inclusive, alimentar-se de carne humana.
O filme espanhol liderou os mais vistos da Netflix em sua semana de estreia com 22,9 milhões de visualizações. O longa teve 8 indicações ao prêmio Goya (o mais importante do audiovisual do país) e deve concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Conheça a história real por trás da tela a seguir.
O avião já tinha feito uma parada forçada em Mendoza, na Argentina, após decolar de Montevidéu, devido a uma tempestade. As condições do clima não melhoram no dia seguinte, mas o avião partiu mesmo assim. As nuvens eram densas na região e bloqueavam a visão dos pilotos. Na descida, o avião passou por uma forte turbulência. Quando saiu das nuvens, eles não viram a pista de aterrissagem do aeroporto. Pelo contrário: se depararam com a Cordilheira dos Andes.
Na queda, apenas 33 dos 45 sobreviveram. Os que restaram passaram por um verdadeiro inferno nos meses seguintes. O maior desafio era, sem dúvida, sobreviver às nevascas e temperaturas congelantes dos Andes. Eram quase -30°C e o perigo constante de congelamento. Os integrantes do grupo davam socos uns nos outros (o que ativava a circulação de sangue nas regiões atingidas) para se manterem aquecidos. O que também dificultou a sobrevivência foi a escassez de comida. Eles encontraram alguns suprimentos no avião, mas não durou o suficiente. Para matar a sede, bebiam a água derretida da neve. O frio extremo e a fome foram, aos poucos, derrubando sobreviventes – mais seis morreram nos dias seguintes e outros oito acabaram soterrados por uma avalanche. Quem sobrou recorreu à carne dos cadáveres para prolongar seus dias.
Quase dois meses depois do acidente, o número de sobreviventes já tinha caído para 16. Eles estavam ficando mais fracos e sem tempo: ou eles saíam do abrigo para procurar ajuda, ou iam todos morrer na neve. Dois sobreviventes, dos poucos que ainda conseguiam andar, partiram na missão para o resgate: o plano era escalar uma montanha e torcer para encontrar algum vilarejo que oferecesse ajuda. Foram cerca de 60 km, percorridos em dez dias, até avistarem outro humano. O homem trouxe ajuda e os dois jovens conduziram as autoridades até o restante dos sobreviventes.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o número de orações da frase a seguir: “O maior desafio era, sem dúvida, sobreviver às nevascas e temperaturas congelantes dos Andes”.