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Marie Tharp nasceu nos Estados Unidos em 1920. Naquela época, as mulheres não tinham muitas opções de trabalho fora de casa. Ser cientista, então, era bem difícil. Mas Marie não se conformou e fez uma das maiores descobertas submarinas do seu tempo: desvendou o fundo do oceano na década de 1950, confirmando uma teoria científica que mudaria a história da Terra.
No início dos anos 1940, morando nos Estados Unidos, Marie estava com dificuldades em escolher o curso adequado para se formar. Naquele tempo, as profissões oferecidas para mulheres eram as de secretária, professora ou enfermeira. De nenhuma delas Marie gostava. Então, formou-se em Letras e Música.
Em 1941, os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos homens mais jovens do país foi convocada para lutar. Alguns cursos até então oferecidos exclusivamente a eles abriram oportunidades para mulheres, e Marie conseguiu se formar em Geologia. Em seguida, conquistou uma vaga importante em uma companhia de petróleo e aproveitou para fazer também faculdade de Matemática. Trabalhar pesquisando petróleo não era sua paixão. Então, ela se mudou, em 1948, do Estado de Michigan para Nova Iorque. O famoso Museu Americano de História Natural ofereceu uma oportunidade de trabalho em paleontologia, mas, ao descobrir que extrair um fóssil de uma rocha poderia demorar mais de dois anos, Marie desistiu da ideia e tentou atuar como técnica de laboratório na Universidade Columbia. Por ter conhecimentos de matemática e habilidade com desenho, foi aceita e logo encontrou a profissão de sua vida: a cartografia! Queria desenhar mapas do fundo do mar.
Na época em que Marie trabalhava, pouco se conhecia a respeito da estrutura do fundo do oceano. Inicialmente, acreditava-se que fosse algo muito uniforme e plano, mas as primeiras medidas, feitas com pesos (bolas de canhão amarradas a cordas muito longas) mostraram algo bastante irregular. Então, o mundo submerso passou a ser intrigante…
Com o desenvolvimento de equipamentos como o sonar – uma espécie de aparelho de ultrassom, como os usados para ver os bebês dentro da barriga das mulheres –, foi possível investigar e registrar um pouco melhor o fundo oceânico. Muitos dados foram sendo coletados, mas precisavam de uma representação consistente. E nisso Marie se mostrou diferenciada!
Após quase uma década estudando os dados de profundidade do fundo oceânico, Marie desenvolveu uma técnica para completar os que faltavam, permitindo visualizar, de forma consistente, as estruturas existentes no fundo do mar. Assim, depois de inúmeras investigações, já se conheciam as estruturas do fundo dos oceanos, como montanhas e vales, mas algo ainda chamava a atenção: uma enorme cordilheira que serpenteava entre os continentes, indo desde o Ártico até a Antártida. Marie já havia desenhado esta cordilheira em seus mapas, mas notou algo inédito: bem no meio desta cadeia de montanhas submersa havia uma enorme rachadura. Por que a descoberta de Marie incomodava tanto? Porque ela descobriu que aquela rachadura era mais uma prova para a teoria da deriva continental, segundo a qual os continentes eram um só no passado da Terra, pois eles foram se afastando ao longo do tempo e formariam um grande quebra-cabeças, se tentássemos juntá-los novamente.
Nenhum cientista estadunidense admitia a deriva continental como um fato. Foi preciso que o renomado oceanógrafo francês Jacques Costeau, que também não acreditava na possibilidade de aquilo estar correto, fosse com seu submarino averiguar a estrutura e a apresentasse ao público, em 1959. Mesmo após a aposentadoria, a cientista seguiu trabalhando com mapas, recebendo pelo Congresso dos Estados Unidos, em 1997, o título de uma das quatro maiores cartógrafas do século XX. Marie morreu em 2006, aos 86 anos.
O verbo “visualizar”, presente no texto, está corretamente escrito com “z”. Qual dos verbos abaixo NÃO está escrito corretamente com “z”?