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A autoestima é a percepção de como alguém se enxerga no mundo. Quando baixa, pode vir acompanhada de pensamentos incapacitantes – e é comum o uso de frases como “eu não consigo fazer isso” ou “eu não sou bom em nada”. Muitas vezes, seu uso é atribuído meramente à aparência física de alguém. Ou seja, com o sentir-se bem com o próprio corpo. No entanto, no mundo profissional, também é importante preservar uma boa autoestima intelectual.
Acreditar no próprio potencial aumenta a confiança do profissional e o impulsiona em direção a novos desafios e oportunidades. Quem está bem consigo mesmo é capaz de sair da zona de conforto e assumir grandes responsabilidades – afinal, essas pessoas acreditam em sua capacidade para executar as tarefas propostas. Segundo a consultora em carreira e psicóloga Bruna Weirich, uma das principais dúvidas dos assessorados pelo PUCRS Carreiras é como fortalecer a autoestima para a tomada de decisões mais acertadas e condizentes com seus valores e objetivos.
A formação técnica e acadêmica é de extrema importância e muito valorizada no mercado de trabalho. Entretanto, não basta um profissional esperar o reconhecimento de terceiros se ele não se considera digno de merecimento. Principalmente, porque isso favorece a autossabotagem.
Ou seja, a pessoa passa a criar empecilhos consciente ou inconscientemente em suas atividades. Assim, o processo é dificultado e o resultado pode não ser o esperado, favorecendo que esse ciclo se repita. “Uma pessoa com baixa autoestima pode acabar não encarando os desafios que são necessários para crescer na carreira e se desenvolver profissionalmente. Pode acabar evitando tomar decisões importantes levando à estagnação profissional, dificuldade em aceitar feedbacks e medo excessivo do fracasso, esses são apenas alguns dos problemas enfrentados por pessoas com essa característica”, explica Bruna.
Imagine uma situação hipotética em que um chefe delega uma tarefa complicada a um funcionário com pouca autoestima. É possível que ele negue essa responsabilidade, por mais que a oportunidade e a recompensa sejam boas, pelo medo do fracasso. Enquanto isso, alguém que está autoconsciente de suas habilidades não apenas assumirá esse desafio como também aprenderá e buscará crescer com possíveis falhas ocorridas ao longo do percurso.
Dessa maneira, o crescimento profissional pode acabar prejudicado, visto que não serão ofertadas oportunidades cujos ganhos podem proporcionar um impulsionamento na carreira. Afinal, é necessário assumir responsabilidades para ganhar promoções ou conquistar aquela vaga dos sonhos.
Quando a autoestima está em declínio, é possível que se origine a chamada “Síndrome do Impostor”. Essa condição ainda não é reconhecida como transtorno mental pela Organização Mundial da Saúde, mas é assunto de muitas terapias no Brasil e no mundo. De acordo com Gail Matthews, psicóloga e pesquisadora da Universidade Dominicana da Califórnia, 7 a cada 10 profissionais enfrentam esse problema. Essa síndrome é caracterizada pelo sentimento de insuficiência e pela sensação de ser uma fraude mesmo diante de uma carreira bem-sucedida. Entre os sintomas, está o medo de ser desmascarado e a consequente autossabotagem derivada disso. Esse receio pode gerar outros problemas como ansiedade e sentimento excessivo de angústia. A depender da gravidade da situação, podem ser desencadeados transtornos mentais mais graves e, até mesmo, incapacitantes.
Assinale a alternativa que apresenta palavra escrita corretamente com SS, assim como “fracasso”.