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Dados do Censo da Educação Superior de 2022 foram divulgados e os números revelam que 1 a cada 5 jovens, de 18 a 24 anos, não concluiu o ensino médio nem vai à escola no Brasil. Além disso, 72% dos alunos que foram aprovados no ensino superior privado optaram por estudar à distância, conforme a divulgação feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Nas licenciaturas (cursos de formação de professor), o índice foi ainda maior 93,2%.
O crescimento da Educação à Distância (EaD), tendência presente nos últimos anos, gera preocupação de especialistas por conta da regulação frágil do setor e da dificuldade de mensurar a qualidade dessas graduações. Os mecanismos atuais de avaliação de cursos não consideram, por exemplo, o tipo de plataforma online usada pelas instituições de ensino e o tempo dedicado às aulas “síncronas”, em que os alunos podem interagir em tempo real com os professores. A tendência é que as faculdades gravem o material didático apenas uma vez e o vendam para um número cada vez maior de interessados.
“O papel do MEC é regular isso. É um sinal vermelho aceso para a gente tomar medidas importantes diante desse cenário”, afirmou Camilo Santana, ministro da Educação, durante o evento de divulgação dos dados. Segundo ele por decisão do governo federal, 16 cursos superiores não poderão ser feitos à distância: 4 já estão suspensos (Enfermagem, Direito, Odontologia e Psicologia) e outros 12 ainda estão em debate, por meio de consulta pública.
Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, explica que a modalidade à distância “tem sido mais atrativa por trazer flexibilidade em termos de local e horário [para o aluno estudar], mas, principalmente, por ser oferecida com mensalidades muito, muito mais baratas”. Ele complementa dizendo que “80% do alunado brasileiro têm renda per capita de até 3 salários-mínimos, ou seja, não têm condição de pagar mensalidades [dos cursos presenciais]. A cobertura do Prouni e do Fies é baixa e o número de vagas no ensino público também”.
O número de novos alunos que escolheram fazer faculdade à distância cresceu 20% entre 2021 e 2022: saltou de 3,9 milhões para 4,7 milhões. Desde 2020, a EaD ultrapassou o ensino presencial no quesito “ingressantes”. A quantidade de cursos EaD no ensino superior triplicou em 4 anos: foi de 3.177 graduações, em 2018, para 9.186, em 2022. Os índices do Censo, referentes a professores alunos e instituições de ensino, servem para embasar novas políticas públicas e desenhar um panorama da educação brasileira.
Analise as assertivas a seguir:
I. Dado o contexto em que se apresenta, a palavra “revelam” (l. 01) pode ser substituída, sem prejuízo de sentido do texto, por “mostram”.
II. Em “(...) a modalidade à distância ‘tem sido mais atrativa por trazer flexibilidade em termos de local e horário [para o aluno estudar], mas, principalmente, por ser oferecida com mensalidades muito, muito mais baratas” (l. 20-22), o termo sublinhado funciona como um elemento coesivo que adiciona uma informação e não necessariamente contradiz o que foi dito anteriormente.
III. No fragmento “Os mecanismos atuais de avaliação de cursos não consideram, por exemplo, o tipo de plataforma online usada pelas instituições de ensino (...)” (l. 09-10), se a palavra sublinhada for colocada no singular, teremos, obrigatoriamente, três alterações relacionadas à concordância nominal e verbal.
Quais estão corretas?