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Você sabe o que é cortisol – e por que deveria se preocupar com ele?
Por Erin Blakemore
Como estão seus níveis de cortisol hoje? Alguns minutos na Internet podem deixá-lo convencido de que seu corpo está esgotado – ou inundado – com esse hormônio.
Conhecido popularmente como “o hormônio do estresse”, o cortisol desempenha um papel de destaque na maioria dos processos fisiológicos que fazem seu corpo funcionar. Porém, nos últimos anos, ele se tornou vítima de sua própria fama, com as pessoas culpando supostos desequilíbrios do hormônio por doenças como “fadiga adrenal”, ganho de peso, exaustão, ansiedade, dores de cabeça e muito mais.
O cortisol de fato desempenha um papel vital em sua saúde. Mas será que níveis desequilibrados de cortisol são realmente tão comuns? Veja aqui o que saber sobre esse hormônio crítico e por que ele pode não merecer tanta preocupação quanto alguns “gurus da saúde” das redes sociais querem que você pense.
Secretado pelas glândulas adrenais no topo dos rins, o cortisol, conhecido como hormônio esteroide, pode ser encontrado em quase todos os tecidos do corpo. “Honestamente, não podemos viver sem ele”, afirma Anat Ben-Shlomo, endocrinologista e professora associada de medicina no Cedars-Sinai, nos Estados Unidos.
O cortisol permite que o corpo regule tudo, desde o metabolismo e o sono até a função imunológica e a inflamação, mas é indiscutivelmente mais conhecido por ajudar o corpo a responder a ameaças percebidas, uma função que lhe rendeu o apelido de “hormônio do estresse”.
Quando o corpo percebe uma ameaça interna ou externa, o sistema nervoso simpático é ativado, desencadeando uma sequência complexa de respostas hormonais. Uma dessas respostas é fazer com que as glândulas suprarrenais liberem cortisol, o que ajuda a dar ao corpo a energia necessária para lidar com o estresse e voltar à homeostase.
Existe cortisol em excesso ou em falta. Os tumores na glândula pituitária podem desencadear níveis muito altos de cortisol, levando a uma condição chamada síndrome de Cushing, caracterizada por ganho de peso, fraqueza, problemas de açúcar no sangue e hematomas.
Enquanto isso, as pessoas cujo sistema imunológico ataca as glândulas suprarrenais não produzem cortisol suficiente e podem desenvolver insuficiência suprarrenal crônica, também conhecida como doença de Addison, que pode causar fadiga intensa, tontura, escurecimento da pele, perda de apetite e outros sintomas.
"As doenças associadas à deficiência ou ao excesso de cortisol são doenças muito complicadas, multiorgânicas e multissistêmicas", diz Ben-Shlomo. Elas podem ser difíceis de tratar e, como os problemas de cortisol compartilham sintomas com outras doenças, é comum haver erros de diagnóstico. Mas, embora os especialistas suspeitem que essas condições sejam subdiagnosticadas, ambas são consideradas doenças raras.
Quanto à predicação, o verbo empregado na frase adaptada “Essas condições são raras” é: