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“Guerra Civil” motivou Wagner Moura a “levantar mais pontes”: “Comecei a escutar mais, falar menos” Por Cesar Soto Mais do que ser o primeiro grande filme de Hollywood que o coloca como um dos protagonistas, para Wagner Moura "Guerra Civil" é também a oportunidade de se abrir para o diálogo com pessoas com outras ideologias. “É um filme que está dizendo: “Olha só, a polarização é o maior perigo que existe para democracias no mundo. Nós deveríamos estar nos conectando mais.”. "Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. Comecei levantar mais pontes, assim. Escutar mais, falar menos.”. Faz sentido. O filme coloca o ator brasileiro como um jornalista em um grupo que atravessa os Estados Unidos, no ápice de um novo conflito interno que divide o país em um futuro não muito distante. “Esse filme não tem uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, que têm, como sua natureza, serem imparciais. É um filme que junta Texas e Califórnia contra um ditador. Por que eles não se juntariam Você é conservador e você é liberal, mas vocês são democratas e têm um presidente déspota.” Desde que se mudou para os Estados Unidos cerca de sete anos, depois de se tornar um nome conhecido em Hollywood por causa da popularidade da série “Narcos”, Moura enfileirou outros trabalhos, mas “Guerra Civil” é a consolidação de uma carreira de quem foi para o país em busca de papéis que fugissem dos estereótipos de personagens latinos. Após o lançamento nos EUA e no Canadá o filme arrecadou quase US$ 26 milhões – a maior quantia para um fim de semana de estreia de uma produção do estúdio independente A24, que bancou ou distribuiu sucessos como o vencedor do Oscar “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” (2022). “Eu acho que é um filme que faz sentido em qualquer lugar. No entanto, eu acho que os americanos, que estão acostumados a produzir imagens de guerras no país dos outros, quando eles veem aquilo acontecer em Washington, aquilo é muito forte para eles” fala o ator. No filme, Moura divide grande parte do tempo de tela com Kirsten Dunst, Stephen McKinley Henderson e Cailee Spaeny, que interpretam outros jornalistas na mesma missão. A ideia é chegar Casa Branca, que está sitiada, e fazer uma última entrevista com o presidente, antes que as forças insurgentes invadam o local. Depois de uma sequência de momentos tensos e tiroteios dos mais realistas, o filme encerra com um confronto violento, que exigiu muito do elenco durante as gravações.
Em “Esse filme não tem uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, ...” (l. 09-10), se colocarmos a palavra sublinhada no plural, quantas alterações são necessárias nesse fragmento?