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A preocupação com a qualidade de vida no trabalho é algo que se faz presente na sociedade desde os primórdios da civilização. A busca por melhores condições na execução das tarefas vem sendo bastante explorada e aperfeiçoada, de acordo com a evolução dos métodos organizacionais implantados dentro das instituições. Com o advento da Revolução Industrial, os estudos sobre as tarefas e as maneiras pelas quais eram realizadas começaram a ser abordados cientificamente. A produção em massa na época era prioritária. Com isso, tem início uma série de atitudes que evidenciam o descontentamento com a situação verificada: greve, absenteísmo, entre outras. Esses fatos eram resultantes de condições de trabalho desumanas, como jornadas diárias que, em alguns casos, superavam as 15 horas por dia em troca de um salário muito inferior ao resultado dos esforços despendidos.
Qualidade de vida pode ser entendida como algo resultante da combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos, capaz de gerar motivação e satisfação ao indivíduo pertencente a uma organização. Esse termo foi utilizado com maior ênfase nos anos 1970 pelo professor Louis David. Essa preocupação com o modo de produção versus a qualidade de vida do trabalhador teve início nos Estados Unidos, devido à grande preocupação em acompanhar o ritmo de produção de outros países, especialmente o Japão, que possuía grande sucesso em técnicas produtivas com um enfoque maior nos colaboradores e com o objetivo de reduzir conflitos.
A Qualidade de Vida no Trabalho teve como base a constante busca de trabalhadores e estudantes por melhores condições contra os modelos de gerenciamento dos trabalhos nos anos 1950, geradores de certa inquietação e revolta. Robert Owen, nascido em 1771, foi o primeiro a promover condições de trabalho um pouco mais dignas aos trabalhadores. Owen foi diretor de algumas fábricas de fiação, proporcionando a eles uma jornada de trabalho menos intensa e salários mais compatíveis com as atividades desempenhadas. Essas alterações nas relações profissionais modificaram a produtividade, obtendo respostas positivas ao final do processo.
As questões sobre condições de trabalho e produtividade continuaram a despertar muita atenção e insatisfação. O trabalhador passou a ser alvo de preocupação e de diversas indagações relacionadas ao ambiente de trabalho e motivação econômica. Posteriormente, as observações e estudos realizados por Frederick Taylor, considerado o pai da administração científica, e por Henry Ford, criador da empresa Ford e impulsionador da produção em massa, puderam oferecer aos trabalhadores algumas condições de trabalho um pouco melhores no que tange à qualidade de vida e ambiente físico.
Em meados da década de 1940, surgem vastos estudos ainda centrados na priorização das pessoas, porém dentro de uma esfera de produção mais ampla. Sua origem foi baseada em oposição a modelos de pensamento da época, como a Teoria das Relações Humanas, que tinha como base a preocupação apenas com a pessoa em si e se opunha à Teoria Clássica, que era voltada para o bem-estar estrutural das organizações. Havia vários aspectos em comum entre elas, porém diferiam em pontos cruciais. Nascia, assim, a Teoria Comportamental. De acordo com sua linha de pensamento, os administradores deveriam, de fato, conhecer as principais necessidades dos seres humanos e utilizar-se da motivação para alavancar a qualidade de vida no interior das organizações. Entre os pensadores responsáveis por tais formulações, estão: Abraham Maslow, que tinha como pensamento que as necessidades humanas são dispostas em níveis distintos e em graus de importância. Tais necessidades eram representadas em forma de pirâmide, estando, na base, os itens de necessidades mais baixas e, no cume, as mais elevadas e pessoais; e Frederick Herzberg, que obteve, também através de estudos, resultados que proporcionavam a mensuração da satisfação humana, mais explicitamente no meio empresarial.
O termo “algo” (l. 01) é morfologicamente classificado como: