///
Controlar uma organização, seja ela pública ou privada, não é uma tarefa fácil, demanda uma capacitação diferenciada e uma visão holística dos gestores. Para tanto, a controladoria vem como mais um instrumento que permite aos administradores apresentar, aos diferentes níveis hierárquicos de uma empresa, os elementos certificadores de que os resultados alcançados estão de acordo com o planejado. Dentro da administração pública, o controle é algo essencial para a continuidade e a efetividade dos serviços prestados. Devido à obrigatoriedade de demonstrar boas maneiras de governança e licitude para a sociedade, controlar o planejado com o executado é uma das formas mais coerentes de evidenciar a transparência dos gastos públicos. Quando é defendida a aplicação de ações de controle nos órgãos públicos, nem sempre os gestores têm o entendimento correto sobre o tema. Muito confundida com a auditoria, a controladoria oportuniza ao gestor a melhor alternativa decisória, conservando os gastos em observação contínua e permitindo a excelência de cada departamento no desempenho de suas atividades, objetivando qualidade dos investimentos, transparência e probidade administrativa.
A administração pública é vista como todos os instrumentos que o Estado possui com a finalidade de prestar serviços para atender as necessidades da sociedade. Portanto, quando se fala em administrar dentro do ambiente público, não se pode remeter apenas à prestação de serviços, mas ao ato de impulsionar, comandar e executar os serviços de forma a gerar resultados oportunos dentro da coletividade. Nesse aspecto, a controladoria representa a unidade administrativa dentro da entidade pública que, através da ciência contábil e do sistema de informação de controladoria, é responsável pela coordenação da gestão econômica no sistema organizacional.
As empresas, independentemente de serem públicas ou privadas, precisam estar comprometidas com a eficácia e a máxima eficiência do negócio. No caso da administração pública, esta deve rigorosamente servir aos fins para os quais o Estado foi criado, tendo a necessidade de permanente incidência do controle sobre toda e qualquer atividade administrativa. Assim, ao zelar pela responsabilidade e transparência na gestão pública, constitui-se o controle em importante instrumento democrático.
Quando relacionamos a controladoria aos órgãos públicos, tendo em vista seu enfoque administrativo, atribui-se a ela o papel de colaborar para o aprimoramento dos resultados econômicos, visando a contribuir para a sociedade de forma geral. As controladorias públicas no Brasil foram criadas com o objetivo de auxiliar na gestão dos recursos públicos, produzindo um instrumental para a diminuição da assimetria informacional entre os gestores do erário e a sociedade. A controladoria oferece, assim, melhoramentos em vários quesitos não somente para os governos, mas também para população como um todo. São benefícios – imediatos ou obtidos a longo prazo – decorrentes das práticas de controladoria: propiciar um padrão a ser seguido pelo órgão e seus colaboradores; gerar qualidade nos processos internos; assegurar a confiabilidade de todas as áreas; garantir a continuidade dos trabalhos nas substituições ocasionadas pela rotatividade de colaboradores; proporcionar ao gestor boa aplicação dos recursos públicos; centralizar as atividades de controle em uma estrutura pensante e especialista; possibilitar que todos os processos executados não se percam na mudança de gestão. Em resumo, a controladoria tem o objetivo de orientar, supervisionar e propor ações públicas que levem à otimização dos recursos.
Na frase “As empresas, independentemente de serem públicas ou privadas, precisam estar comprometidas com a eficácia e a máxima eficiência do negócio”, se o vocábulo “empresas” fosse flexionado no singular, quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?