///
Não é de hoje que o colesterol alto é considerado um vilão para a saúde. E não é à toa, já que sempre ouvimos que é importante mantê-lo baixo para sermos saudáveis. Mas vale dizer que, embora o colesterol alto provoque problemas, em níveis normais ele é fundamental para, basicamente, nos manter vivos.
“Todo mundo precisa de colesterol para funcionar”, afirma Joaquim Custódio da Silva Júnior, diretor do Departamento de Dislipidemias da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e professor da FM-UFBA (Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia). “Ele participa de importantes _________ do corpo, como a síntese de hormônios sexuais, além da formação das membranas celulares”, afirma. O colesterol ainda atua na produção do cortisol, da vitamina D e dos ácidos envolvidos na digestão das gorduras.
O problema, portanto, não é a existência do colesterol no organismo, mas os níveis avançados dele. Associado a outros fatores, ele aumenta consideravelmente o risco de entupimento de artérias (aterosclerose) que culmina em eventos graves, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
Diversos estudos já mostraram isso e tanto sociedades médicas como órgãos reguladores concordam. A própria OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que o colesterol alto causa cerca de 2,6 milhões de mortes todos os anos e é um dos maiores riscos para doenças cardiovasculares isquêmicas e hemorrágicas. Mas as opiniões estão longe de serem unânimes. Alguns especialistas discordam de que o colesterol seja o único vilão e argumentam que culpá-lo por qualquer evento cardiovascular é simplificar uma questão maior que vai além do “quanto menor o nível, melhor”.
No entanto, a maioria da classe médica segue a visão conservadora. “É comprovado que o LDL alto está associado à formação de placas em artérias”, afirma o cardiologista Pedro Farsky, especialista do Hospital Albert Einstein e do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, ambos em São Paulo. “Elevações nos exames estão, sem dúvida, associadas a esse risco”.
No que ambos os lados concordam é que apenas o valor do colesterol – seja ele total ou suas frações – não é suficiente para determinar o real risco para a saúde de um indivíduo. “Níveis desajustados de colesterol, tanto para mais como para menos, causam riscos à saúde”, afirma a nutricionista Gisele Haeik, especialista em nutrição funcional de São Paulo. “A questão é avaliar junto com esse marcador outros fatores, como histórico e os hábitos do indivíduo”. Nessa conta, entram a presença ou não de comorbidades, como obesidade, gordura visceral elevada, diabetes, _________ arterial e síndrome metabólica. Também leva-se em conta a idade, o histórico familiar do paciente e seus hábitos de vida: alimentação, se é fumante ou não e por aí vai.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas pontilhadas nas linhas 01 e 10, respectivamente, para apresentar a grafia correta das palavras.