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À medida que a pandemia e seus imensos desafios vão sendo deixados para trás, muitas empresas estão planejando retomar o modelo de trabalho 100% presencial. Algumas até mesmo já tomaram essa decisão e caminham rumo ao panorama que predominava antes de 2020: todos juntos no escritório durante o expediente.
Essa volta ao passado, em tese, pode ter ________ advindas da convivência mais próxima, o famoso “olho no olho”. Todavia, também implica em seguir regras (explícitas ou implícitas) quanto a horário de almoço, cafezinho, saída para compromissos pessoais, entre outros inúmeros controles e detalhes atrelados ao fato de muita gente se reunir em um mesmo espaço por oito horas seguidas ou mais.
Diante dessa movimentação, é preciso ter em mente que, se a Covid-19 está sendo vista como um problema superado, a expectativa de flexibilidade na _______ está mais vívida do que nunca. Com exceção daqueles setores que só podem atuar de modo presencial, como parte da área da saúde, por exemplo, nos demais, os trabalhadores anseiam por formatos flexíveis.
A flexibilidade tornou-se um fator decisivo, capaz de impulsionar pedidos de demissão e mudanças de emprego e de carreira, em nome de se conquistar mais qualidade de vida, saúde mental e _______. Ouso dizer que ela é o novo “plano de saúde maravilhoso” do mercado de trabalho. As empresas que contam com esse diferencial são as mais desejadas, admiradas e reconhecidas pelos profissionais.
A última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) mapeou esse tema, entrevistando 1.161 trabalhadores, entre recrutadores, profissionais qualificados empregados e profissionais qualificados desempregados. De acordo com o estudo, 71% dos recrutadores avaliam que os modelos de trabalho flexíveis são determinantes para a atração e retenção de talentos. Entre as empresas ouvidas, 57% afirmaram adotar o modelo híbrido, contra 32% que optaram pelo modelo totalmente presencial e 5% que realizam home office integral.
Do lado dos trabalhadores, a preferência por um esquema flexível é esmagadora. Segundo o levantamento, 69% dos profissionais empregados preferem o modelo híbrido, sendo 35% deles com quantidade de dias presenciais e remotos predefinidos e 34% com flexibilidade para a decisão. Já 21% dos participantes empregados da pesquisa têm o trabalho 100% remoto como modelo favorito. Com isso, temos 90% da mão de obra de olho na flexibilidade e apenas 10% disposta a assumir um trabalho integralmente presencial.
Em um recorte para compreender a relevância da escolha do modelo na atração e retenção de talentos, a pesquisa identificou que 74% dos empregados consideram esse ponto determinante. Entre os desempregados, 23% apenas aceitariam em último caso uma proposta de emprego que não oferecesse a possibilidade de trabalho, ao menos, parcialmente remota.
O cenário torna-se ainda mais complexo para as empresas se lembrarmos que as taxas de desemprego estão em queda, especialmente entre os profissionais qualificados. No último período avaliado pelo PNAD, a taxa de desemprego nessa categoria foi de apenas 4%.
Tendo em vista o trecho adaptado do texto “Os trabalhadores anseiam por formatos flexíveis”, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação das palavras sublinhadas.