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Por que tantas vagas seguem abertas?
Por Fernando Mantovani
Em 14 de abril é celebrado o Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva. Essa é uma data muito importante, que mira dois desafios imensos e atuais de uma vez só: educar e incluir grupos minorizados. Não há como incluir sem educar, pois a ______ de conhecimento é vital para empoderar as pessoas e muni-las de bagagem intelectual, cultural e técnica para entrar e ______ no mercado de trabalho.
E o inverso também é verdadeiro. Uma educação que não pensa na inclusão se torna incompleta e injusta, pois rejeita o fato incontestável de que o mundo é feito e se beneficia muito da diversidade humana. Organizações que não oferecem acessibilidade aos diferentes grupos que compõem a sociedade (pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+, pobres, idosos, pessoas com deficiência, entre outros) estão em descompasso com a atualidade e fadadas ao declínio.
Em um país com tanta desigualdade como o Brasil, a promoção de práticas de educação inclusiva dentro das empresas é completamente pertinente. Elas ajudam a atenuar as lacunas de qualificação do mercado e a preencher as diversas vagas que ficam abertas por falta de candidatos com as habilidades técnicas e comportamentais necessárias para a função. É bom frisar que, nessas situações, na maioria das vezes o problema não está no candidato, mas no contexto de desigualdade histórica em que ele está inserido.
Pelos mais variados motivos, muitas pessoas não conseguem cursar o ensino superior ou aprender inglês, por exemplo. Uma trajetória bem estruturada e linear, da escola à faculdade e ao primeiro emprego, ainda não faz parte da realidade de todos, infelizmente.
Como as empresas têm lidado com esse cenário? De acordo com dados da 23ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), muitas já estão atentas à questão e agindo em prol da Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Conforme o ICRH, 48% das organizações consideram ter avançado na agenda de DEI no último ano. Entre essas, 30% acreditam que os avanços foram significativos. Entretanto, 38% se viram estagnadas.
Segundo a pesquisa, as políticas de DEI vêm sendo direcionadas para os seguintes grupos: Mulheres (73%), LGBTQIA+ (68%), pessoas pretas (62%), PCDs (59%) e pessoas 50+ (37%). Entre as ações desenvolvidas estão: mais educação ou treinamento de funcionários; eventos e palestras; treinamentos para apoiar o avanço na carreira de minorias.
A educação inclusiva abrange iniciativas para apoiar a capacitação e o aprimoramento técnico e comportamental de grupos sub-representados no mercado de trabalho. Custear ou realizar internamente cursos de idiomas, técnicos ou de ensino superior é um dos muitos caminhos para praticar a educação inclusiva e transformar esse panorama. No entanto, o primeiro passo para investir em inclusão e equidade é ter um ambiente verdadeiramente diverso.
Considerando a correta ortografia em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03 e 05.