///
“A covid longa é uma doença sistêmica. Embora o que mais se teve por causa da covid-19 foi a pneumonia, a doença também provoca alterações neurológicas, hepáticas, entre várias outras”, explica a Dra. Rosana Rodrigues, radiologista especialista em doenças inflamatórias do pulmão e cientista do Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino (IDOR).
Quase três anos após o início da pandemia da covid-19, alguns pacientes ainda relatam sequelas da doença. A chamada covid longa afeta em torno de 10 a 20% das pessoas infectadas, especialmente aquelas que tiveram quadros graves, que já tinham comorbidades ou que ainda não se vacinaram. Entre as principais queixas, estão fadiga, tosse persistente, dificuldade para respirar, a perda do olfato ou paladar e dores de cabeça frequentes. Mas, afinal, por quanto tempo esses sintomas podem persistir?
Sintomas depois de 1 ano: Essas descobertas são reforçadas por uma pesquisa longitudinal, publicada pela Fiocruz Minas em maio de 2022, que avaliou os efeitos da covid-19 em 646 pacientes após 14 meses da infecção – ou seja, mais de um ano depois da infecção. Os resultados mostraram que metade dos pacientes continuou com sintomas. Além dos mais conhecidos, como fadiga e tosse persistente, havia ainda transtornos mentais, como insônia, ansiedade e tontura. A trombose, uma das sequelas mais graves, também aparece na população monitorada. Esses sintomas se mostraram em três níveis: graves, moderados ou leves. A apresentação moderada foi a mais comum, em 75,4% dos pacientes. Em alguns casos, as queixas são iguais às que apareceram durante a infecção; em outros, completamente novas.
Sintomas depois de 2 anos ou mais: Atualmente, já é possível avaliar se as consequências da covid-19 perduram em quem teve a doença há, pelo menos, dois anos. Ainda não há respostas concretas, mas várias pesquisas têm se debruçado sobre o assunto. “Nós vamos dar continuidade ao nosso estudo. Na segunda fase, convidaremos os mesmos pacientes para repetir todos os exames e saber o quão sustentadas são essas alterações. Será que até mesmo dois anos depois, essas pessoas ainda podem ter sintomas? As alterações vão se perpetuar? E por quanto tempo? Acho que talvez essa seja a pergunta mais importante”, destaca a Dra. Rosana.
Nesse contexto, a vacina pode ser um importante aliado. Como o imunizante atua na diminuição da inflamação provocada pelo vírus, conforme a vacinação avançava, as queixas de manifestações da covid longa nos hospitais diminuíram. Portanto, enquanto ainda não se sabe se quem teve covid poderá um dia se recuperar completamente, a recomendação dos especialistas é vacinar-se.
Observe no texto: “inflamação provocada pelo vírus” (l. 28). Os substantivos flexionam-se no plural de diferentes maneiras, conforme a terminação do singular. Assinale a alternativa em que o plural está INCORRETO.