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Empreendedorismo na favela: 50% dos moradores de favela têm seu próprio negócio, diz estudo
Por Layane Serrano
No dia 4 de novembro, é celebrado o Dia da Favela. A data foi reconhecida em 1900 pela CUFA (Central Única das Favelas) após o delegado Dr. Enéas Galvão redigir um documento dizendo que o Morro da Providência precisava ser “limpo”, trazendo adjetivos negativos aos moradores locais e colocando a palavra “favela” em um documento público pela primeira vez. Os moradores decidiram eternizar o dia como forma de reconhecimento do local onde moram.
“Sabemos das dificuldades que existem nas favelas, e o que seus moradores têm de enfrentar, driblar e contornar. E o Dia da Favela está aí exatamente para isso, para destacar e protagonizar a capacidade e a resiliência dos mais de 18 milhões de brasileiros que vivem nesses territórios. É preciso inovar, empreender, criar soluções e celebrar a vida”, afirma Celso Athayde, CEO da Favela Holding e fundador da CUFA.
Com 423 favelas no Brasil e 17,9 milhões de habitantes, se todas as favelas fossem um estado, teriam a 6ª maior massa de renda do Brasil, com os moradores movimentando R$ 202 bilhões em renda própria por ano, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, segundo estudo realizado em março deste ano pelo Instituto Locomotiva. Esse alto consumo é um dos fatores que estimula esses moradores a ter um desejo profissional em comum: empreender. O estudo mostra a preferência dos 2.423 entrevistados pelo Data Favela: 35% querem ter um negócio próprio; 12%, passar em um concurso; 10%, conseguir um emprego; 9%, ter uma profissão; e 6%, ser promovidos.
“Empreender significa não ter que baixar o nariz para os chefes. A população da favela, que é a concentração geográfica da desigualdade do Brasil, muitas vezes tem que se humilhar e omitir o lugar onde mora para conseguir passar em uma entrevista de emprego. Muitas vezes tem que passar horas em um transporte público para ganhar um salário-mínimo. Por isso, moradores da favela que empreendem buscam mudar essa realidade. Não enxergam na carteira assinada a possibilidade de realizar seus sonhos”, afirma Renato Meirelles, presidente do Data Favela.
Considerando a correta conjugação dos verbos em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 06, 20 e 22.