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A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas: Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.
A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas – rede de organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia – que mapeia a cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática, feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.
Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa atividade.
A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.
Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).
Em português, para representar o fonema /j/ existem duas letras: g e j. No texto temos, por exemplo, as palavras: “indígenas” e “projeto”, que são grafadas, respectivamente, com g e j. Assinale a alternativa que apresenta a palavra grafada INCORRETAMENTE.