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O papel do agente comunitário de saúde surgiu na década de 1990, quando o programa “Saúde da Família” passou a ser implantado pelo Ministério da Saúde. No início, apenas alguns locais do Brasil recebiam a visita desses profissionais, como São Paulo, o Distrito Federal e o Nordeste.
Em 1994, a ideia expandiu e passou a englobar outras regiões brasileiras. Hoje, esse profissional é de grande importância em muitas localidades, sendo indispensável para garantir mais qualidade de vida e apoio para aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade social.
Atualmente, os agentes comunitários têm sido amplamente estudados por várias universidades brasileiras. Isso não é por acaso.
Esses profissionais trabalham como mediadores, ajudando na interlocução entre governo e comunidade e, muitas vezes, sendo a principal via de acesso a programas de saúde e de qualidade de vida para pessoas que vivem em comunidades carentes ou mais afastadas. De forma bem resumida, podemos dizer que o agente é o profissional responsável por realizar atividades de promoção da saúde e prevenção de doenças.
O agente social promove ações educativas por meio de visitas às residências das famílias ou em ações coletivas – de acordo com os princípios e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). No começo, essa profissão foi criada com o intuito de melhorar a saúde das mães e das crianças, especialmente de populações em situação de privação, combatendo doenças transmissíveis como pneumonias e diarreia. Porém, hoje a situação é diferente, já que existem outras doenças que podem colocar em risco a vida e a qualidade de vida das pessoas, como infarto, AVC, e outras capazes de levar à incapacidade ou a óbito.
O dia a dia de um agente comunitário é bastante atribulado. Tudo começa com o contato inicial do profissional com a família visitada. Nesse encontro, ele faz uma série de perguntas referentes ao domicílio e também a cada um dos membros da família. Esse cadastro deve ser o mais completo possível, buscando identificar pontos sociais como: se existem pessoas com doenças graves vivendo na residência, jovens dependentes químicos ou crianças fora da escola.
Depois disso, o profissional passará a acompanhar essas pessoas, visitando a família mensalmente, conferindo de perto a realidade local, as dificuldades e pensando em estratégias para a melhoria da qualidade de vida. Nesses encontros, os agentes podem oferecer assistência e também dar orientações em relação à prevenção de doenças, como a dengue e o Zika Vírus (e outros pontos essenciais). O trabalho do agente comunitário vai além da prevenção e orientação voltada para a saúde. Afinal, ele é um mediador e, muitas vezes, o único capaz de detectar situações complicadas que necessitam da intervenção do Estado ou de outros profissionais de assistência.
Esse profissional é uma figura essencial para as famílias de baixa renda, em situação de vulnerabilidade social ou que vivem mais afastadas dos grandes centros. Assim, podemos entender que ele é extremamente importante como agente de mudanças para a comunidade. Afinal, é ele que está mais próximo dos problemas vivenciados por essas pessoas. Por meio das suas ações, ele consegue transformar as situações-problema que afetam diretamente a qualidade de vida das famílias.
Assinale a alternativa que apresenta conjunção ou locução conjuntiva que poderia substituir corretamente a expressão “já que” (linha 19).