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Violência doméstica no Brasil Por Jussara de Barros Na atualidade, em razão de vários fatos ocorridos no Brasil, temos presenciado um sensacionalismo muito grande por parte dos meios de comunicação, principalmente os televisivos, quanto à violência doméstica. Porém, esse assunto existe há milhares de anos. A violência doméstica acontece contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos, sendo que os agressores são, em geral, os próprios familiares das vítimas. Um dos grandes fatores que favorece a violência física, como os espancamentos, é a personalidade desestruturada para um convívio familiar, do agressor, que não sabe lidar com pequenas frustrações que estas relações causam no decorrer do cotidiano. O perfil do agressor é caracterizado por autoritarismo, falta de paciência, irritabilidade, xingamentos, ou acompanhado de alcoolismo e uso de outras drogas. As violências domésticas se dividem nos seguintes tipos: por espancamentos, tendo maior número de vítimas as crianças de até cinco anos; por abusos sexuais, acontecendo em maior quantidade entre meninas de sete a dez anos de idade; e por danos morais, em adolescentes e mulheres. É bom lembrar que os idosos têm tido grande participação na violência doméstica, em geral aqueles que necessitam de cuidados especiais, sofrendo as agressões por pessoas contratadas pela família. Outro destaque para as vítimas das agressões são as crianças portadoras de necessidades especiais. Normalmente as mães são as maiores agressoras das mesmas, por essas crianças exigirem cuidados excessivos, tais como: higiene pessoal, alimentação, locomoção. Sentindo-se sobrecarregadas e por não receberem apoio do pai da criança ou de uma estrutura advinda de órgãos governamentais. As mães também são as grandes espancadoras quando, por algum motivo, acontece uma quebra na vinculação afetiva entre ela e o filho. Se observarmos o comportamento infantil dentro das escolas, podemos notar que as crianças são o espelho daquilo que recebem dentro de casa. A violência aparece também de forma psíquica, onde se destrói a moral e a autoestima do sujeito, sem marcas visíveis no corpo da vítima, que normalmente são adolescentes e mulheres. As marcas, nesse caso, são internas, psicológicas, através de humilhações, xingamentos, podendo chegar a injúrias e ameaças contra a vida. O importante é que, ao se tomar conhecimento destas formas de violência, sejam feitas denúncias aos órgãos especializados, a fim de ajudar as vítimas e tentar tirá-las de um convívio de tanto sofrimento.
A locução adverbial “em geral” (l. 05), no texto, NÃO pode ser substituída por: