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A tecnologia pode ter efeitos negativos na educação?
Leandro Godoy
A tecnologia em si é neutra. Por si só, não produz resultados ou benefícios. No entanto, quando aplicada em diferentes áreas, surgem diversas oportunidades de melhoria. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, contudo seu impacto depende de como é utilizada. Um exemplo disso é a internet, que desempenha um papel fundamental na nossa sociedade. No entanto, quando usada de forma indiscriminada, sem critérios, apenas para satisfazer prazeres pessoais, podem surgir problemas.
Ao conversar com professores de diferentes regiões do Brasil, fica evidente a abundante informação que os estudantes trazem para a sala de aula, seja em escolas rurais ou urbanas. No entanto, muitas dessas informações, adquiridas principalmente pela internet, chegam descontextualizadas, distorcidas e contraditórias, dificultando a construção do conhecimento.
Essa realidade altera o papel do professor e dos materiais didáticos como fontes de informação e conhecimento, algo que foi predominante por muito tempo nas salas de aula. Atualmente, cabe aos professores auxiliar os estudantes a transformar essas informações em conhecimento, ajudando-os a filtrar, relacionar e assimilar o que é relevante para a construção de seu próprio conhecimento, com base em processos cognitivos significativos.
O livro didático desempenha um papel importante ao auxiliar o professor nessa tarefa, fornecendo recursos para analisar, organizar, atribuir significado e, por fim, letrar cientificamente o estudante. Além disso, um material didático contemporâneo deve proporcionar momentos em que as habilidades socioemocionais possam ser efetivamente aplicadas, pois quanto mais informação sem significado tem o estudante, menos conectado ele está consigo mesmo, com os outros e com a sociedade à qual pertence. Diante desse cenário, é essencial que o professor saiba acolher e orientar as angústias e dúvidas comuns na adolescência, que podem ser ampliadas pelo uso indevido da tecnologia.
Ao produzir livros de Ciências e Biologia, busco apresentar oportunidades reais para que essas situações ocorram, seja por meio de temas que estimulem a reflexão ou atividades orais que facilitem a identificação de conhecimentos prévios e revelem as necessidades de intervenção do professor à medida que são identificadas as lacunas de compreensão dos estudantes sobre determinado assunto, de modo que o estudante entenda a nós, e nós a ele.
Por esses motivos, podemos afirmar que, em Ciências, a contemporaneidade na Educação não é apenas a tecnologia, mas sim o letramento científico, um possível processo em que os estudantes adquirem ferramentas para analisar os conhecimentos científicos apresentados, questioná-los e utilizá-los como instrumento de avaliação de situações vivenciadas fora da escola. Isso é fundamental, pois a Ciência e a Tecnologia estão presentes em diversos aspectos da vida, trazendo avanços, facilidades, mas também novos desafios ambientais, sociais e econômicos para o nosso cotidiano.
Analise as assertivas a seguir, a respeito de vozes verbais:
I. Na voz reflexiva, segundo Cegalla, o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente: faz uma ação cujos efeitos ele mesmo sofre ou recebe.
II. A voz ativa, de acordo com Bechara, é a forma em que o verbo se apresenta para normalmente indicar que a pessoa a que se refere é o agente da ação. A pessoa diz-se, nesse caso, agente da ação verbal.
III. A voz passiva, conforme Bechara, é a forma verbal que indica que a pessoa é o objeto da ação verbal. A pessoa, nesse caso, diz-se paciente da ação verbal. A voz passiva é formada com um dos verbos “ser”, “estar”, “ficar”, seguido de particípio.
Quais estão corretas?