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Microplásticos estão em nossos corpos. Quanto eles nos prejudicam?
Por Laura Parker
À medida que os resíduos plásticos proliferam em todo o mundo, uma questão essencial permanece sem resposta: que danos, se ............, eles causam à saúde humana?
Há alguns anos, quando os microplásticos começaram a aparecer nas entranhas de peixes e mariscos, a preocupação se concentrou na segurança dos frutos do mar. Os mariscos eram uma preocupação especial, porque, no caso deles, ao contrário dos peixes, comemos o animal inteiro – estômago, microplásticos e tudo. Em 2017, cientistas da Bélgica anunciaram que os amantes de frutos do mar poderiam consumir até 11 mil partículas de plástico por ano comendo mexilhões, um prato muito querido no país.
Àquela altura, porém, os cientistas já compreendiam que os plásticos se quebram continuamente no meio ambiente, fragmentando-se, com o tempo, em fibras ainda menores do que um fio de cabelo humano – partículas tão pequenas que facilmente se espalham pelo ar. Uma equipe da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, decidiu comparar a ameaça de comer mexilhões selvagens contaminados na Escócia com a de respirar ar em uma casa típica. A conclusão: as pessoas podem ingerir mais plástico durante o jantar, inalando ou ingerindo pequenas e invisíveis fibras plásticas flutuando no ar ao redor ou fibras de suas próprias roupas, tapetes e estofados, do que comendo os mexilhões.
No primeiro semestre deste ano, cientistas da Holanda e do Reino Unido anunciaram que encontraram pequenas partículas de plástico em humanos vivos, em dois lugares onde não haviam sido vistas antes: enraizados em pulmões de pacientes de cirurgia e no sangue de doadores anônimos. Nenhum dos dois estudos respondeu à questão do possível dano à saúde humana. Mas, juntos, eles sinalizaram uma mudança no foco de preocupação com os plásticos em direção à nuvem de partículas de poeira transportadas pelo ar que respiramos, algumas delas tão pequenas que ........... penetrar profundamente no corpo e até dentro das células, de maneiras que os microplásticos maiores não conseguem.
Plásticos em animais
A busca por possíveis danos causados pelo plástico começou com estudos em animais há cerca de 40 anos, quando biólogos marinhos que estudavam as dietas de aves marinhas começaram a encontrar plástico em seus estômagos. À medida que mais animais marinhos começaram a ser afetados por plásticos, seja por emaranhamento ou ingestão, os estudos se __________ além das aves para outras espécies marinhas, bem como para ratos e camundongos.
Em 2012, a Convenção sobre Diversidade Biológica, em Montreal, no Canadá, declarou que todas as sete espécies de tartarugas-marinhas, 45% das espécies de mamíferos marinhos e 21% das espécies de aves marinhas foram afetadas por comerem ou ficarem presas em plástico. No mesmo ano, 10 cientistas pediram, sem sucesso, que as nações do mundo classificassem oficialmente o plástico mais _______ como perigoso, o que daria às suas agências reguladoras “o poder de restaurar os ________ afetados”.
Na década seguinte, os números e os riscos para os animais pioraram. Hoje, mais de 700 espécies são afetadas por plásticos. É provável que centenas de milhões de aves selvagens tenham consumido plástico, dizem os cientistas, e, em meados do século, prevê-se que todas as espécies de aves marinhas do planeta acabem ingerindo pedaços de plástico. Acredita-se que certas populações de aves já estejam ameaçadas pela ampla exposição a produtos químicos contidos em plástico que desregulam os sistemas endócrinos desses animais. Estudos de laboratório em peixes descobriram que os plásticos podem causar danos ao sistema reprodutivo e estressar o fígado.
Caso na frase: “Os mariscos eram uma preocupação especial, porque, no caso deles, ao contrário dos peixes, comemos o animal inteiro – estômago, microplásticos e tudo” (l. 04-06), a palavra mariscos fosse passada para o singular, quantos outros vocábulos deveriam sofrer alteração no período para fins de concordância?