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“Meu Deus, o que está acontecendo? Isso é um apocalipse?!”; “WhatsApp, Instagram já podem voltar! Eu já percebi que não vivo sem vocês”; “Nem 4 horas que o WhatsApp caiu e vocês já estão loucos!”. Essas foram algumas das milhares de publicações no Twitter, rede social que não ficou fora do ar na segunda-feira, 4 de outubro de 2021, quando uma pane global afetou o funcionamento do WhatsApp, do Instagram e do Facebook durante horas. O aplicativo de mensagens instantâneas foi o primeiro a cair, seguido pelo Instagram e pelo Facebook, todos pertencentes ao mesmo conglomerado comandado pelo empresário norte-americano Mark Zuckerberg. Sem saída, os usuários de smartphone optaram por alternativas como o TikTok e o Telegram para conversar e se entreter, mas não esperavam que eles também apresentariam instabilidade devido ao excesso de pessoas conectadas ao mesmo tempo.
Ainda que a falha dos aplicativos tenha sido em várias partes do mundo o desespero dos brasileiros mostrou o quanto estamos dependentes do smartphone.
Segundo uma pesquisa divulgada pela empresa de consultoria Kantar em setembro, o brasileiro passa, em média, cerca de 4,2 horas por dia usando o celular. Já a empresa Newzoo afirma que o Brasil é o quinto país que mais utiliza telefone móvel no mundo, com cerca de 109 milhões de usuários atualmente, atrás apenas de Indonésia, Estados Unidos, Índia e China.
O psiquiatra Yuri Busin afirma acreditar que as pessoas estão gerando um vício do uso do celular por causa do medo de não perder qualquer informação. “Os dados mostram que os brasileiros estão muito dependentes do celular. Isso pode ter a ver com o que hoje chamamos de nomofobia, que é a sensação de que a pessoa está perdendo alguma informação por estar desconectada. Então, ela fica checando as redes sociais de tempos em tempos, sem perceber, por medo de perder coisas importantes.” De acordo com dados da Digital Turbine, cerca de 20% dos brasileiros não conseguem ficar longe do celular por mais de 30 minutos, o que confirma a colocação do psiquiatra.
Para Busin, as redes sociais ainda podem ser consideradas algo novo na nossa vida. Por mais que estejam muito inseridas no dia a dia, elas estão presentes cerca de 10 anos. “É pouco tempo e ao mesmo tempo é bacana. Ainda estamos aprendendo a utilizá-las. Devemos aprender a usar ao nosso favor e não para sermos controlados por elas”, afirma. O psiquiatra ainda alerta sobre outros transtornos, sociais e físicos, que o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos pode causar nos usuários: “a pessoa pode ter desde problemas sociais, como a dificuldade de se relacionar com alguém, de tolerar uma frustração, até sintomas físicos, como dormir muito mal e sentir dores físicas devido à posição que fica para usar o celular.”, destaca.
Assinale a alternativa em que ambas as palavras sejam oxítonas.