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Episódio Final da Saga Star Wars é marco na vida de fãs da série
Por Daniel Salgado
A ansiedade pelo próximo novo Star Wars tomou conta da internet e dos cinemas do Brasil. O filme que estreia nesta quinta-feira promete ser uma das maiores bilheterias da história e fechará um arco de 9 filmes, que começou em 1977. Mas, para os megafãs da saga, a antecipação atingiu níveis astronômicos.
Um fenômeno pop desde o lançamento de “A Nova Esperança”, os filmes de George Lucas são responsáveis por uma das maiores comunidades de fãs do mundo. E boa parte deles foram cativados pelas aventuras dos Skywalker ainda na infância, como no caso da carioca Nadja Lirio.
Apresentada à série aos 7 anos pelos primos, a advogada se apaixonou pela trilogia original de filmes — que correspondem aos episódios IV, V e VI. Desde então, sua paixão pela franquia só aumentou e hoje engloba não só os filmes, mas também as séries de TV, livros, histórias em quadrinhos e videogames.
Mas a influência da criação de George Lucas na vida de Nadja não para por aí. Ela, cujo personagem favorito é Chewbacca, descreve a saga como um “ponto central na própria” vida. O amor pelo universo de Yoda e Darth Vader é tão grande que foi até tema do seu casamento: a cerimônia contou com Stormtroopers, um manto de Jedi para o pastor, uma miniatura da Millenium Falcon e até um túnel de sabres de luz.
A escolha do tema não foi à toa: Rafael, marido de Nadja, também é um super-fã de Star Wars. O casal, que se conheceu ainda adolescente, acompanha o universo da saga de pertinho. Desde 2013 eles fazem parte do fã-clube da franquia no Brasil, o Conselho Jedi, que tem 17 mil membros. O grupo organiza eventos em diversas cidades do país e a Jedicon, a maior conferência nacional do assunto.
Apesar do desejo pela conclusão do arco de histórias criado por George Lucas, Nadja aguarda os próximos passos da franquia. A Disney, que comprou a série por US$ 3 bilhões, não anunciou novas trilogias, mas acabou de inaugurar um parque de diversões e tem séries de TV e livros encaminhados.
“Queria ver expandirem a história além dos Skywalker. A galáxia é muito maior do que eles, e a história desse mundo existe há milênios. E queria que mostrassem a força longe dos Sith e Jedi”, conta Nadja.
Quem também tem certeza de que a saga não acabará por aqui é Fabíola Venerando. Fã da saga desde os 8 anos, a empresária paulista considera que o universo dos Jedis e Sith ainda dá pano pra manga.
“Acho que o filme vai acabar uma história, mas ainda tem muita coisa para ser contada. Só não dá para continuar a saga dos Skywalkers. Seria um tiro no pé, querer fazer por fazer”, argumenta.
Parte do Conselho Jedi de São Paulo há mais de uma década, Fabíola participa ativamente das atividades do grupo. Ao lado do marido, que também faz parte, ela participa ativamente da Jedicon, que reuniu 3 mil pessoas, e ajuda a marcar reuniões ao longo do ano para os fãs em livrarias ou auditórios.
A estreia de “A Ascensão Skywalker” mobilizou Fabíola e o Conselho. Ela, que assistiu ao filme numa pré-estreia na terça-feira, também foi à outra sessão na quarta-feira. Para coroar, ela irá acompanhar uma terceira exibição na quinta, numa sala lotada apenas de membros do fã-clube.
Em conversa com ÉPOCA na segunda-feira, antes de conferir o capítulo final da saga da família mais famosa do cinema —, a fã de Darth Vader falou sobre as precauções para o grande momento.
“Não costumo criar expectativas e tento ir de cabeça aberta. Só estou tentando escapar de todos os spoilers possíveis. De resto, quero me divertir”, confessa.
Assinale a alternativa que classifica corretamente o termo sublinhado no trecho a seguir, retirado do texto: “Só estou tentando escapar de todos os spoilers possíveis”.