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Mulheres são maioria no mercado de trabalho americano
Por Ana Cláudia Paixão
Pelo segundo ano seguido, o mercado de trabalho americano é de maioria feminina. A parcela, em crescimento acelerado desde 2018, inclui trabalhos formais e informais, e o número de mulheres ultrapassa o de homens.
“Por que hoje é um marco? É um marco porque está realmente anunciando o futuro e não apenas nos dizendo onde estamos hoje”, disse a professora de políticas públicas da Universidade de Michigan, Betsey Stevenson, ao Wall Street Journal.
Segundo a especialista americana, desde que mais mulheres puderam ter acesso à educação superior, o mercado de trabalho sentiu a diferença. “Quando mulheres atingem posições mais elevadas, criam mais espaço para contratar outras mulheres e contribuir para maior igualdade nas decisões gerenciais”, avalia Stevenson.
Outra e importante diferença é que os setores onde as mulheres estão em maioria são justamente as áreas em desenvolvimento, e os tradicionalmente masculinos – construção, transporte, mineradoras e fábricas – estão mais lentos. Além disso, a tecnologia ajudou a mudar o cenário e quebrar tabus. Mulheres que tinham se afastado do mercado de trabalho para cuidar da família estão conseguindo trabalhos com a mudança de política de muitas empresas, menores e mais flexíveis. Com a multiplicação de apps, por exemplo, áreas que eram dominadas por homens, como a do transporte por táxis, hoje contam com uma grande parcela feminina na direção. “Antigamente as mulheres se sentiam inseguras para dirigir táxis, mas com os apps é mais fácil identificar as pessoas no caso de algo dar errado”, avalia a economista Julia Pollak ao jornal.
Mas nem tudo é festa. Especialistas apontam que o desemprego nos Estados Unidos se mantém ainda em 3,5% e os salários não têm tido correção significativa. “Nessa economia se consegue emprego, mas é mais complicado receber aumento”, avalia a economista Diane Swonk.
No Brasil, segundo dados do IBGE, embora a diferença venha diminuindo nos últimos 7 anos, o mercado de trabalho formal (carteira assinada) ainda é de maioria de homens, com as mulheres na faixa de 43,8%. O que é lamentavelmente igual tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil é que, em geral, as mulheres ainda ganham menos que os homens em todos os setores. Ainda falta muito para mudar.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo possível para a palavra “tabu” (l. 14).