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Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que 49% das crianças brasileiras, com menos de 2 anos, têm metade da sua alimentação diária composta por ultraprocessados (bolachas recheadas, refrigerantes, bolos prontos, margarina, caldos, molhos e temperos prontos, macarrão instantâneo, gelatina etc.). Ainda segundo o órgão federal, 15,9% das crianças com menos de 5 anos já apresentam excesso de peso no país A obesidade infantil é uma das possíveis consequências desse consumo excessivo e precoce mas certamente não é a única.
O Guia Alimentar Para a População Brasileira, publicado em 2014 pelo Ministério da Saúde, já tinha entre suas principais orientações a redução do consumo de produtos ultraprocessados e o aumento da ingestão de alimentos naturais. Recentemente, foi lançada uma nova versão do documento: o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos. A publicação traz entre as atualizações a recomendação de que as crianças menores de dois anos não tenham nenhum contato com açúcar nem com ultraprocessados, pois nesta fase de formação da criança há uma grande necessidade de nutrientes. Além disso, é também uma fase na qual as crianças ingerem pequenas quantidades de alimentos por vez, então, se as refeições forem compostas por produtos nutricionalmente pobres, como açúcar, sódio e gordura (que estão na composição dos alimentos ultraprocessados), elas deixarão os pequenos saciados e ocuparão o espaço das vitaminas, fibras e minerais, presentes nos alimentos naturais. Essa substituição faz com que as crianças fiquem mal nutridas e tenham seu desenvolvimento prejudicado.
É fato que o excesso de peso aumenta a tendência às doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto, problemas cardíacos e até câncer, males normalmente vistos em adultos, mas que está cada vez mais comum entre os pequenos. De acordo com o nutricionista da Fiocruz, Cristiano Boccolini: “O cenário de obesidade infantil é muito preocupante, com índices cada vez mais altos de diabetes e hipertensão. Cada vez mais as crianças estão recebendo produtos ultraprocessados em vez de comida de verdade. Temos de desembalar menos e descascar mais”, defende o profissional.
O verbo “deixarão” (linha 17) está flexionado em qual tempo verbal?