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O desafio de estabelecer uma prática minimamente aceitável de gestão ambiental nos municípios brasileiros confronta, em parte, com o caráter desordenado do processo de urbanização, com maior impacto aproximadamente meio século, e com os interesses essencialmente econômicos desse processo. Além das facilidades e seduções apresentadas pelos ambientes urbanos, as cidades também passaram a ser opções de sustento para muitas famílias que não mais conseguiram se manter no campo.
No entanto, a falta de planejamentos urbanos e orientados, prioritariamente, ao exercício da cidadania e do bem-estar social universal expõe uma falha de direcionamento consciente aos modelos de cidades que queremos. Nesse sentido, a inclusão social de novos indivíduos na dinâmica urbana e a manutenção de um ecossistema equilibrado passam a ser, em conjunto, ideais prioritários para a construção de cidades ecoinclusivas, que se organizam, em tese, para conciliar o desenvolvimento populacional e econômico com a manutenção adequada de seus recursos naturais, imprescindíveis para a boa qualidade de vida. Sem água e ar limpos, por exemplo, não existe evolução verdadeira na Terra.
Em que pesem as atuais dificuldades econômicas de muitos municípios e o agravamento desses problemas por algumas gestões amadoras, desvios e maus usos de recursos públicos, para que os moradores de grandes e pequenas cidades tenham garantidos os seus direitos básicos qualidade de vida, é necessário assegurar que todos tenham acesso a um ambiente ecologicamente equilibrado, nos termos do Artigo 225 da Constituição Federal.
Neste momento no qual se pretende revisar o Plano Diretor de Porto Alegre, tendo em mente essas diretrizes trabalhadas no âmbito da III Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável — Habitat III, realizada em 2016 no Equador, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural — Agapan abre espaço para debater a importante pauta no dia 12 de junho, 19h, no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS. As cidades gaúchas uma excelente oportunidade de avançarem no sentido de tornarem-se referências mundiais de cidades ecoinclusivas.
Considere as seguintes ocorrências das palavras QUE e SE no texto:
I. Na linha 11, o SE é pronome reflexivo.
II. Na linha 18, o QUE é um pronome.
III. Na linha 26, o SE é parte integrante do verbo.
Quais estão corretas?