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Relâmpago que atingiu RS pode ser o maior da história
01 Os relâmpagos que despontam na atmosfera terrestre têm, a maioria deles, entre 6 e 10
02 quilômetros de altura. Mas, desde a década de 1950, cientistas sabem que descargas elétricas
03 podem alcançar uma extensão ainda maior – superando facilmente a marca dos 100 km de
04 largura quando ______ horizontalmente pelo céu. Décadas mais tarde, com a ajuda de satélites
05 de medição mais precisos e a descoberta dos sprites (clarões que ocorrem durante tempestades
06 em altitudes de até 90 km da superfície), ______ evidências de raios bem mais compridos.
07 Em 2007, um relâmpago com 321 km de largura foi registrado no estado de Oklahoma,
08 nos Estados Unidos. Esse recorde foi superado anos depois no mesmo país: um relâmpago com
09 500 quilômetros atingiu o norte do Texas na manhã do dia 22 de outubro de 2017, fruto de uma
10 sequência de tempestades que se formaram a partir de uma frente fria. O clarão estendeu-se
11 pelos estados de Oklahoma e Kansas, no sudoeste dos EUA, iluminando, no total, 67,845
12 quilômetros quadrados. Não é pouca coisa. A distância percorrida pelo raio seria suficiente para
13 cruzar a Suécia de leste a oeste – ou fazer o percurso entre o Rio de Janeiro até a cidade de
14 Campinas, no interior de São Paulo.
15 A peculiaridade da descoberta fez a imprensa mundial tratar o tal relâmpago como o mais
16 extenso da história. O problema é que o tamanho do super-raio descrito no estudo não foi
17 reconhecido pela Organização Meteorológica Mundial (GLM, na sigla em inglês). Então, ainda não
18 dá para configurá-lo como um recorde oficial. E antes mesmo que se estabeleça como o novo
19 número a ser batido, o tal raio americano de 500 quilômetros já teve seu posto ameaçado. Isso
20 porque há outros dados reunidos pela GLM que contestam a marca – elegendo, inclusive, um
21 relâmpago made in Brazil para o título de maior clarão da história. O raio em questão teria
22 atingido o estado do Rio Grande do Sul em 31 de outubro de 2018. Com início às 5h40, ele se
23 espalhou por 673 quilômetros ao todo, iluminando o céu por 7 segundos e alcançando uma área
24 de mais de 100 mil quilômetros quadrados. Como no caso do relâmpago americano, falta ainda
25 uma confirmação da Organização Meteorológica Mundial para os brasileiros comemorarem o
26 primeiro lugar no pódio.
27 O Brasil, aliás, é o país que recebe mais raios em todo o mundo. Só entre os anos de 2010
28 e 2016, foram pelo menos 78 milhões segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas
29 Espaciais), que é um órgão federal dedicado aos estudos meteorológicos. O destaque vai para
30 2012, período que somou 94,3 milhões de relâmpagos.
As palavras recorde (l. 08) e peculiaridade (l. 15) podem ser substituídas, respeitando-se o contexto em que estão, respectivamente, por: